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LAKERS E UTAH SEGUEM NA BRIGA PELOS PLAYOFFS. À NOITE, FINAL FOUR DA NCAA É O DESTAQUE | Blog do Sormani
LAKERS E UTAH SEGUEM NA BRIGA PELOS PLAYOFFS. À NOITE, FINAL FOUR DA NCAA É O DESTAQUE | Blog do Sormani

Blog do Sormani

LAKERS E UTAH SEGUEM NA BRIGA PELOS PLAYOFFS. À NOITE, FINAL FOUR DA NCAA É O DESTAQUE

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A briga continua. Utah e Lakers venceram na rodada de ontem da NBA. O Jazz passou pelo New Orleans, em casa, por 93-85, e o Los Angeles, também diante dos fãs, bateu o Memphis por 86-84.

Com isso, o Lakers continua na frente do Utah na classificação do Oeste, eles que disputam a última vaga para os playoffs da conferência. O time angelino tem uma campanha de 40-36 (52,6%); a equipe de Salt Lake City está com um recorde de 40-37 (51,9%).

E é sempre bom lembrar: se os dois times terminarem empatados, o Jazz se classifica porque leva a vantagem no confronto direto: 2-1.

Vamos ver novamente a tabela final dos dois times e tentar projetar o futuro e, consequentemente, o classificado?

O Lakers tem ainda mais seis partidas até o final da temporada regular. Pega na sequência Clippers (o mando é do adversário, mas isso não significa perda de torcida nas poltronas), New Orleans (C), Portland (F), Golden State (C), San Antonio (C) e Houston (C).

Ou seja: de seis jogos, viaja apenas para encarar o Blazers. Uma tabela amplamente favorável. Tem a faca e o queijo nas mãos para ficar com a vaga, pois depende apenas de si e viaja apenas uma vez.

O Utah tem mais cinco jogos até o final da fase de classificação. São eles, na sequência: Golden State (F), Oklahoma City (C), Minnesota (C), Minnesota (F) e Memphis (F).

Como se vê, o Utah decidirá seu futuro fora de casa.

Se o Lakers ficar de fora dos playoffs, os jogadores têm que ser surrados e a comissão técnica todinha demitida.


JOGOS

O Lakers cortou um doze para vencer o Memphis. Correu muitos riscos de perder a partida.

Quando Zach Randolph colocou o Grizzlies na frente em 84-83, a 2:31 do final, havia muito tempo para o Lakers passar novamente a frente no marcador e ganhar. O problema é que Kobe Bryant (foto AP) começou a entortar o aro. Nesses dois minutos e meio para o final, o time californiana teve um desempenho de 1-5. Kobe: 0-3.

A sorte é que Pau Gasol acertou um mid-range a 1:36 do final, colocando o Los Angeles na frente em 85-84 e Dwight Howard acertou um de seus dois lances livres, fazendo os definitivos 86-84.

Claro que o desempenho pífio do Memphis no ataque também colaborou para a vitória californiana. O time da terra de Elvis Presley fez 0-4 nesses 2:31 minutos finais.

Quando a régua foi passada, a NBA distribuiu o box score final da partida e nele vimos que Kobe acabou como o cestinha do jogo com 24 pontos (10-23). Deu ainda nove assistências e pegou cinco rebotes. Foi mal no fim, mas no todo foi muito bem.

Se você não assistiu ao confronto e ao ver o box score ficar admirado com os apenas sete arremessos de D12, não ache que Kobe foi o responsável por isso. O pivô do Lakers brigou com as faltas e ficou boa parte da contenda no banco. Cometeu cinco nos 36 minutos em que jogou. Seus números: nove pontos (3-7) e dez rebotes (apenas um no ataque).

Em compensação, Gasol, jocosamente chamado de Gasoft por muitos torcedores do Lakers, marcou 19 pontos (8-14) e foi o desafogo do time em muitos momentos, como no final, quando encestou aquele mid-range que eu mencionei. Pegou ainda nove rebotes (oito na defesa) e deu três assistências.

Ou seja: o espanhol segue sendo a melhor alternativa no pivô para o Lakers. Se Metta World Peace estivesse saudável, Gasol poderia liderar a segunda unidade, vindo do banco e depois se misturando aos titulares com o decorrer da partida.

O lance mais espetacular do jogo foi um toco que Earl Clark deu em cima de Quincy Pondexter, no começo do último quarto. Não há como descrevê-lo. O ideal é vê-lo. Não vi os highlights do jogo, mas eu creio que tanto no site da NBA quanto no da ESPN deve ter o lance, pois foi, realmente espetacular.

Quanto ao jogo do Utah (fotoAP), Paul Millsap, um jogador subestimado pela maioria, que nunca aparece entre os destaques da NBA, anotou 20 pontos (8-13), pegou dez rebotes (seis de ataque) e deu sete assistências. Sem dúvida alguma foi o nome do prélio.

Gordon Hayward acabou como o cestinha do Jazz com 23 pontos, mas sua história no embate pode e deve ser dividida em etapas. Na primeira, Hayward foi muito mal: 1-8 nos arremessos (1-5 nas bolas de três), três pontos apenas. Na segunda, Gordon foi espetacular e decisivo: 8-10 nos chutes (4-5 nas triplas) e 20 pontos marcados, dez deles seguidos no último quarto.

CABEÇA

Foi espetacular a vitória do Oklahoma City diante do Indiana, fora de casa, por 97-75. Kevin Durant anotou 34 pontos (13-21) e Russell Westbrook 24 (10-24). Ambos combinaram para 58 pontos. Eles se completam como beijos e carícias.

Volto a dizer: Russ e KD têm uma química espetacular. Não há ciúmes entre eles e esse é o segredo da coisa. Ninguém quer ser melhor do que ninguém.

Kevin, a grande estrela, é um cara muito bem resolvido de cabeça. Não precisa dar seus showzinhos em quadra; ele sabe do que é capaz. E nem precisa dos holofotes da mídia para ser feliz, como aparecer em programas de televisão para falar sobre seu futuro.

Vive nos cafundós do judas, tem a mãe sempre ao lado e não é visto pintando o cabelo e nem tento que rebolar para cumprir agendas publicitárias. E não namora nenhuma estrela de cinema.

Ganha bem, joga num time excelente, mora numa cidade tranquila, dá-se muito bem com o outro principal jogador do time, é campeão olímpico e mundial com a seleção dos EUA e sabe muito bem que um dia colocará o anel de campeão em um dos dedos das mãos.

Quantos? Não sei.

Muitos diziam que Rafael Nadal tinha dado o azar de nascer na época de Roger Federer. O tempo passou e o espanhol mostrou que isso não era verdade. Brilhou (e brilha) com a mesma intensidade do suíço.

Portanto, o fato de Durant jogar na mesma época de Kobe Bryant e LeBron James não significa que ele não poderá rechear os dedos das mãos com anéis de campeão.

KD tem apenas 24 anos, dez a menos do que Kobe, que deve se aposentar na próxima temporada. Tem quatro a menos do que LBJ. Nadal tem cinco a menos do que Federer.

Federer tem 17 Grand Slam; Nadal tem 11.

Não sei se o espanhol alcançará Federer no número de conquistas e no tempo de liderança no ranking da ATP, como não sei se Durant vai superar os cinco títulos de Kobe e impedir LBJ de ultrapassar o jogador do Lakers. Isso, de fato, não dá para saber.

O que dá pra saber é que Nadal brilha intensamente contrariando muitas previsões e eu aposto com quem quiser uma caixa de cerveja que Durant vai colocar pelo menos um anel de campeão em um dos dedos das mãos.

Quando?

Brevemente.

FINAL FOUR

Hoje à noite teremos as duas semifinais do Final Four. Os dois embates serão no Georgia Dome de Atlanta (foto AP), que eu conheci nos Jogos Olímpicos de 1996, e onde Oscar Schmidt despediu-se da seleção brasileira na derrota diante da Grécia na disputa do quinto e sexto lugares daquela Olimpíada.

O dome é espetacular; grandioso. É o lar do Atlanta Falcons, time de futebol americano. Tem capacidade para 71.228 torcedores.

Mas nesse Final Four, a capacidade foi aumentada para exatas 74 mil pessoas.

Numa comparação com os outros dois Final Four jogados na Georgia, em 2002 e 2007, ambos tiveram capacidade para cerca de 53 mil pessoas.

O primeiro jogo da noite será entre Louisville e Wichita State, a cinderela deste evento. Começa às 19h09 (horário de Brasília). O segundo embate colocará frente a frente Syracuse e Michigan, jogo este marcado para as 21h49.

Louisville é o favorito no primeiro jogo. Mas Wichita St joga sem a pressão da vitória, pois entrou como zebra (cinderela) no Final Four.

Louisville, dirigido por Rick Pitino, ex-treinador do Boston, homem que recrutou Paul Pierce para o C’s, Louisville, eu ia dizer, superou o baque da impressionante fratura que seu armador Kevin Ware sofreu na vitória sobre Duke na final regional de domingo passado. Foi impressionante porque foi exposta, tem o osso saído cerca de 15 centímetros, cortando a pele da perna direita de Ware.

Aquilo poderia ter devastado o time, mas Pitino contou que Ware urrava de dor e ao mesmo tempo gritava: “Ganhem esse jogo!”

Seu apelo foi atendido e Louisville bateu Duke, escola dirigida por Mike Krzyzewski, o Coach K, e garantiu-se no Final Four.

Michigan é favorita diante de Syracuse. Tem um armador espetacular em Trey Burke, filhos de jogadores famosos em quadra em Tim Hardaway Jr e Glenn Robinson III, e irmão de jogador igualmente brilhante em Jon Horford.

Michigan não tem muita tradição no basquete das escolas. Montou poucos times de expressão, o maior deles ficou conhecido como Fab Five. Dele faziam parte Jimmy King, Ray Jackson, Chris Webber, Jalen Rose e Jwan Howard.

Os três últimos jogaram na NBA e deles apenas Howard ganhou um anel de campeão, ano passado, com o Miami.

Aquele timaço chegou a duas finais da NCAA. Em 1992, foi batido por Duke por 72-65. No ano seguinte, perdeu para North Carolina (77-71), num jogo que foi marcado por um final bizarro. Michigan perdia por 73-71 e a 11 segundos do final Webber pegou um rebote e pediu tempo.

Mas a escola não tinha mais direito a tempo algum. Foi marcada falta técnica contra Michigan. Carolina encestou os dois lances livres, mandou o marcador para 75-71 e fechou o cotejo nos 77-71 mencionados acima.

Noitada espetacular neste sábado: laptop na NBA e TV no BandSports, acompanhando o Final Four com a espetacular narração do meu amigo Ivan Zimmermann e comentários precisos e preciosos de Danilo Castro.

Acho que Michigan e Louisville farão a final da NCAA na próxima segunda-feira.

Alguém discorda?
 

Fábio Sormani Fábio Sormani

Fábio Sormani

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.



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