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Seedorf brilha em 1° título pelo Botafogo e começa a cumprir promessa

5 mai 2013
18h46
atualizado às 20h12
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Quando ele chegou, prometeu ficar para dar à torcida do Botafogo um monte de título. O deste domingo foi o primeiro título de Seedorf pelo Botafogo. E pode ter sido o último, caso o interesse e o dinheiro que o Milan possa lhe oferecer para treinar sua ex-equipe sejam mesmo irresistíveis.

Um jogador consagrado, com quase todos os títulos possíveis e que aos 37 anos veio se aventurar por terras cariocas e brasileiras. O palco do título poderia ter sido mais à altura. Sem desmerecer o estádio de Volta Redonda, que é muito correto, faltou à tradição do futebol carioca um palco que estivesse à altura de um jogador cujo fôlego está cada mais perto do fim.

Destaque da campanha no Estadual, Seedorf desperdiçou pênalti no segundo tempo
Destaque da campanha no Estadual, Seedorf desperdiçou pênalti no segundo tempo
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Perto do fim não significa que acabou. E o holandês provou isso contra o Fluminense. Não esteve brilhante como em outras ocasiões. A verdade é que nem precisava. Correu o justo durante os 90 minutos. Mas foi cirúrgico quando o time precisava. Passes precisos, toques de categoria, dribles curtos porém eficientes (como o que deu em Edinho e que deixou Rafael Marques na cara do gol no segundo tempo), cortes precisos (na defesa, contra o Carlinhos cheio de fôlego) e um que outro chute a gol para justificar o fato de ser quase que o último homem do time. Perdoa-se até o pênalti chutado na trave aos 34min do segundo tempo.

<a data-cke-saved-href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/poster-botafogo-campeao-13/iframe2.htm" href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/poster-botafogo-campeao-13/iframe2.htm">veja o infográfico</a>

Seedorf e a torcida do Botafogo mereciam renovar a parceria. Com Seedorf em campo, o time perde a aura de perseguição e tanto torcida quanto jogadores passam a acreditar mais em suas possibilidades. Rafael Marques que o diga. Do jogador que não fazia gol e irritava a torcida a homem-gol do título. Méritos individuais, mas méritos de uma moral que só um jogador que surpreendeu desde que chegou pela simplicidade, humildade, bom português e ensinando futebol de craque no País de cinco títulos mundiais.

Os críticos podem até desmerecer o título do Botafogo, dizendo que foi o ano de Vasco e Flamengo em horas baixas e de Fluminense mais preocupado com a Libertadores. Mas desmerecer o conjunto montado por Oswaldo de Oliveira e que foi o melhor que se viu em um campeonato sofrível que termina com justiça com o melhor time levantando a taça.

Fonte: Terra

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