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Brasil culpa ansiedade, mas mantém cabeça erguida: "somos melhores"

15 dez 2011
00h11
atualizado às 00h28
Felipe Held
Direto de São Paulo

A Seleção Brasileira feminina de handebol não conteve as lágrimas após a derrota emocionante por 27 a 26 para a Espanha e a consequente eliminação nas quartas de final do Campeonato Mundial feminino de handebol. Contudo, mesmo com os olhos ainda avermelhados e marejados depois do choro em quadra, as jogadoras deixaram a quadra do Ginásio do Ibirapuera com o moral elevado e cientes de que poderiam ter conseguido a vaga inédita para as semis.

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"Somos melhores e sabemos disso, poderíamos ter vencido. Só que o esporte é assim, nem sempre vencem os melhores", disse a goleira Chana, que sonhava com, pelo menos, um terceiro lugar no Mundial. "Mas agora é difícil falar. Queríamos muito conseguir no mínimo o pódio aqui. Temos que continuar trabalhando", resumiu a jogadora.

O Brasil teve um início lento no jogo desta quarta no Ginásio do Ibirapuera, e a Espanha rapidamente abriu uma vantagem de 6 a 1. Com apoio da torcida, a Seleção emparelhou o jogo, buscou o empate e alternou a liderança do placar. Nos momentos decisivos, porém, as espanholas se fecharam melhor na defesa e foram mas eficientes no ataque. "Perdemos nos detalhes", analisou a armadora Silvia Helena.

A ponta Alexandra, que há mais de uma semana havia dito que os detalhes seriam fundamentais para uma equipe ser adiante no Mundial, voltou a repetir o discurso. "Começamos a partida com alguns erros de arremesso e também na defesa, e nas quartas de final isso não é permitido", frisou.

"Fizemos uma ótima campanha até aqui, sabemos dos nossos erros e sempre fomos conscientes deles. E hoje a ansiedade tomou conta de todas as jogadoras. Foi aquela vontade extra de vencer, que atrapalha", afirmou Alexandra, que terminou a partida como uma das artilheiras do Brasil com sete gols - assim como a armadora Deonise, eleita melhor e quadra.

O técnico Morten Soubak foi menos crítico ao dar seu comentário sobre a partida. O dinamarquês preferiu lamentar a falta de sorte no final do jogo a fazer comentários negativos sobre o jogo desta quarta. "Foi sorte. Se tivéssemos feito o gol no ataque que tivemos e não sofrido o gol logo em seguida teria sido diferente. Agora não é o momento de buscar o erro, não podemos achar desculpas", sintetizou o treinador.

Com a derrota para a Espanha nesta quarta, o Brasil terá que se contentar no torneio paralelo às decisões do torneio em São Paulo. O time verde-amarelo, que tem como melhor campanha o sétimo lugar no Mundial de 2005, tentará melhorar essa marca a partir da sexta-feira, quando encara a Croácia. O jogo está programado para as 14h30 (de Brasília).

Fonte: Terra
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