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Seleção Brasileira

Brasil encara Camarões para ganhar confiança e carimbar vaga nas oitavas

22 jun 2014
09h56
atualizado às 10h02

Depois de duas atuações pouco convincentes diante de Croácia (3-1) e México (0-0), a seleção brasileira encerra sua participação no grupo A contra Camarões, nesta terça-feira às 17h00 em Brasília, precisando apenas de um empate para garantir sua vaga nas oitavas de final.

Este jogo será o centésimo da 'amarelinha' em Copas do Mundo. As chances do Brasil ficar fora da próxima fase são muito remotas, com uma combinação improvável de resultados: derrota para Camarões, que já está eliminado, e empate entre México e Croácia, que se enfrentam no mesmo horário, na Arena Pernambuco. É a primeira vez desde 1978, na Argentina, que a seleção encara a terceira rodada sem ter a vaga nas oitavas já garantida.

Se avançar, terá pela frente uma equipe do grupo B, Chile ou Holanda, que disputam o primeiro lugar às 13h00 de segunda-feira, em São Paulo.

Neste panorama, o técnico Luiz Felipe Scolari poderá 'escolher' o adversário, já que saberá qual dos dois terminará na liderança da outra chave.

Contudo, com a classificação praticamente em mãos, o verdadeiro objetivo do duelo contra Camarões será ganhar confiança e acabar com as dúvidas que nasceram depois das duas primeiras rodadas.

Contra Croácia e México, a seleção não mostrou a agressividade e a qualidade na saída de bola que viraram marca registrada há um ano, quando conquistou a Copa das Confederações com vitória arrasadora por 3 a 0 sobre a atual campeã mundial Espanha, dando ao torcedor a confiança e o sonho de faturar o hexa em casa.

"Na Copa das Confederações, esse time ganhou uma identidade, uma cara, um esquema tático, os jogadores sabiam exatamente o que tinham que fazer. Antes disso, as outras equipes não nos respeitavam como respeitam hoje", lembrou Júlio César.

"Agora mudou tudo, os adversários entram em campo se defendendo muito. Na Copa das Confederações, não entravam dessa maneira. A gente conseguia gols no início e isso facilitava o nosso trabalho, porque obrigava a outra equipe a sair jogando. Isso fazia com que o nosso esquema tático de jogo se encaixasse de forma maravilhosa. Mas hoje, todo mundo viu a Copa das Confederações e os adversários estão chegando com muito respeito", analisou o goleiro.

Já David Luiz considera que os jogos difíceis da primeira fase serviram de aprendizado.

"Eu queria grandes jogos, espetáculos, duas grandes vitórias, o Brasil voando. Mas não teríamos a oportunidade de enxergar o valor real de uma Copa do Mundo nem o que vamos enfrentar mais para frente. Às vezes, você ganha de 3 a 0 na primeira fase, perde por 1 a 0 nas oitavas e vai embora para casa. Foi bom porque teremos que saber sofrer em 80 minutos para, de repente, ganhar em 10", resumiu o zagueiro.

Ainda há dúvidas sobre a escalação que Felipão usará contra os camaroneses. "Pode ser que eu tenha outra substituição para iniciar contra Camarões, mas é uma equipe em que confio plenamente", tinha declarado o treinador depois do empate com os mexicanos.

O atacante Hulk, que ficou de fora daquela partida por sentir dores na coxa, treinou normalmente nos últimos dias e tem condições de começar jogando. No sábado, o atacante do Zenit de São Petersburgo jogou entres os titulares no último coletivo antes do embarque para Brasília.

O técnico também pode aproveitar a partida para fazer testes, colocando por exemplo Willian, que vem se destacando no treinos, mas até agora jogou apenas cinco minutos, contra o México.

Do lado de Camarões, a incerteza diz respeito ao maior astro da equipe, o atacante Samuel Eto´o, que desfalcou os 'Leões Indomáveis' na goleada de 4 a 0 sofrida para a Croácia por conta de uma lesão no joelho.

"Mesmo eliminados, eles vêm com orgulho ferido e têm oportunidade de conseguir uma vitória sobre o Brasil, que seria como um título para eles, de certo modo", avisou David Luiz.

A seleção camaronesa, porém, enfrenta vários problemas internos e quase não viajou ao Brasil por conta de uma falta de acordo sobre premiações.

Existem, inclusive, suspeitas de manipulação do resultado, da parte de apostadores que pagariam os jogadores de Camarões para fazer 'corpo mole' e deixar passar um número pré-definido de gols.

O diretor de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, admitiu na sexta-feira que partidas da terceira rodada da fase de grupos com equipes já eliminadas tinham "risco maior" de manipulação. No sábado, porém embora Delia Fischer, diretora do departamento de comunicação da entidade, informou que "nenhuma ameaça de manipulação havia sido detectada".

As duas equipe se enfrentaram quatro vezes, com retrospecto favorável ao Brasil, que venceu três partidas e perdeu uma, justamente a última, quando foi derrotado por 1 a 0 na Copa das Confederações de 2003, na França.

BRASIL: Julio César - Daniel Alves, Thiago Silva (cap), David Luiz, Marcelo - Hulk (Ramires 46), Paulinho, Oscar, Luiz Gustavo, Neymar - Fred. T: Luiz Felipe Scolari.

CAMARÕES: Itandje - Djeugoue, N'Koulou, Chedjou, Assou-Ekotto - Mbia, Jean II Makoun, Enoh - Moukandjo, Eto´o (Webo), Choupo-Moting

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