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Brasil inicia finais mais cedo pressionado por pouco brilho

Desde 1978 Brasil não chegava à última rodada da primeira fase precisando de resultado para avançar; mais do que a classificação, Seleção precisa convencer

18 jun 2014
06h41
atualizado às 12h46
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Nada de forçar cartão, avaliar condições físicas de jogadores ou começar a pensar nas oitavas de final com antecedência. O empate por 0 a 0 contra o México deixa o Brasil pressionado para a última rodada da primeira fase, situação que não acontecia desde 1978, quando enfrentou a Áustria depois de dois empates.

Neymar busca recuperação contra Camarões
Neymar busca recuperação contra Camarões
Foto: Reuters

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O status de decisão para a partida contra Camarões, na próxima segunda-feira, antecipará o mata-mata para uma Seleção que mostrou deficiências nas duas primeiras rodadas. Novos erros podem ser fatais e já deixam em alerta os jogadores. “Nosso grupo é muito nivelado. Brasil x Camarões já vai ter um espírito da fase de mata-mata. O jogo vai ser muito difícil”, afirmou Thiago Silva.

Contra o México o Brasil apresentou algumas evoluções em relação à estreia contra a Croácia, principalmente na marcação das laterais. Por outro lado a transição entre meio-campo e ataque voltou a falhar, a Seleção não criou alternativas a um Neymar bem marcado e jogadores como Paulinho e Fred mais uma vez foram mal. Fora isso o Brasil viu o México equilibrar a posse de bola, fato raro desde que Felipão assumiu o comando.

"Acho que hoje houve uma melhora nas laterais e bem", disse Felipão, antes de apontar outros aspectos positivos. "Na minha opinião o time jogou melhor do que contra a Croácia. Evoluiu 10% a mais Tem evoluído e tem possibilidades de melhora. O México fez mais ou menos o nosso jogo. Teve quase mesma posse de bola (52% a 48%), jogou com qualidade, não ficou atrás. O resultado não foi o que queríamos, mas fico feliz com o desempenho e a evolução", disse.

Uma vitória ou empate classificam o Brasil contra os camaroneses. Até uma derrota pode ser suficiente dependendo de outros resultados, mas a ordem é ganhar e convencer, até porque existe a certeza de que é necessário melhorar para encarar desafios maiores a partir das oitavas.

Pelo menos no retrospecto jogos contra africanos não costumam ser problema para o Brasil. Com a Seleção principal o País sofreu apenas uma derrota, contra o mesmo Camarões na Copa das Confederações de 2003.

Os camaroneses entram em campo nesta quarta-feira, e uma derrota diante dos croatas significará a eliminação. “Dependendo do que acontecer eles podem chegar fora. De qualquer forma a escola africana sempre é imprevisível”, disse o zagueiro David Luiz.

Classificando-se em primeiro ou segundo o Brasil deve ter caminho difícil a partir das oitavas. Holanda e Espanha são adversários possíveis já na próxima fase.

Quatro pendurados

Quatro jogadores vão jogar contra Camarões pendurados: Ramires, Neymar, Luiz Gustavo e Thiago Silva. Os cartões serão zerados apenas na semifinal. Felipão pretendia, dependendo do andamento do jogo, pedir para Neymar forçar uma advertência contra o México. Porém, a dificuldade do jogo e a classificação em risco tiraram qualquer possibilidade.

Fonte: Terra
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