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Com 37 mil confirmados, protesto em jogo da Seleção pode ter costas para hino

Evento no Facebook recebeu confirmação de 37 mil pessoas até às 19h de terça e tem sugestão para cantar Hino Nacional de costas. Polícia nega greve

18 jun 2013
19h44
atualizado às 21h44
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A um dia da partida entre Brasil e México, a cidade de Fortaleza vive a expectativa de uma manifestação que já tem 37 mil pessoas confirmadas pela página de eventos no Facebook e promete, na esteira do que ocorreu em três dos quatro jogos da Copa das Confederações disputados até aqui, fazer barulho antes de a bola rolar. Na prática, porém, o número deve ser menor, já que muitas pessoas de outras partes do País confirmaram presença como forma de apoio.

<p>Evento no Facebook pede para pessoas cantarem o Hino Nacional de costas no estádio</p>
Evento no Facebook pede para pessoas cantarem o Hino Nacional de costas no estádio
Foto: Facebook / Reprodução

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Mais do que isso, pipocam no Facebook a criação de eventos e novas sugestões de protestos nos quais se destaca a de que torcedores cantem o Hino Nacional de costas durante a execução prévia ao jogo, dentro e fora do Castelão. Neste tópico, apenas 200 pessoas haviam confirmado até às 19h desta quarta-feira. Juninho pediu para os jogadores encamparem a ideia.

Até o momento, as manifestações contra a Copa do Mundo têm se concentrado em ações nos arredores do estádio. Na estreia do Brasil diante do Japão, o protesto terminou em choque com a Polícia Militar, o que dificilmente ocorrerá em Fortaleza.

O evento, denominado “+ Pão e - Circo. Copa para quem?”, tem a concentração marcada para as 10h (de Brasília) no Pátio do Makro, na Avenida Alberto Craveiro, e marcha para o Castelão marcada para as 12h. Para melhorar a mobilidade urbana, a prefeitura de Fortaleza decretou feriado para esta quarta, o que pode facilitar a presença de mais pessoas.

Nesta terça, circulou em Fortaleza boatos nas redes sociais de que a polícia do Estado entraria em greve, mas o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpoci) desmentiu a informação em comunicado. “A Polícia Civil desconhece qualquer tipo de manifestação com este propósito e o Sinpoci destaca ainda que os policiais civis do Ceará não participarão de nenhum ato, movimento, manifestação e/ou paralisação no dia do jogo do Brasil ou momento futuro, sem que toda a categoria seja devidamente consultada”, disse.

Como o Terra publicou nesta terça, o comando da Polícia Militar do Estado diz que está monitorando a onda de protestos em todo o país e só entrará em ação em casos extremos. Na última segunda, centenas de manifestantes estiveram na frente do hotel da Seleção e foram controlados de forma pacífica. Existe na polícia do Ceará a preocupação para evitar confrontos que ocorreram ao longo dos últimas cidades em outras capitais brasileiras.

O vereador e presidente da Associação dos Profissionais de Segurança Pública do Estado do Ceará, capitão Vagner, postou um vídeo no qual confirma sua presença no protesto e pede que os policiais hajam de forma pacífica, respeitando a manifestação. O capitão liderou no último ano uma greve de policiais que durou seis dias.

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A onda de protestos no Brasil ganhou força na última semana, depois de um confronto entre a Polícia Militar de São Paulo e integrantes do Movimento Passe Livre. Desde então, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre entre outras cidades tiveram protestos, questionando entre outras coisas a realização da Copa do Mundo de 2014.

Na última segunda-feira, uma série de manifestações levou milhares de pessoas às ruas por todo o Brasil, inclusive em Fortaleza. Um grupo estimado em mais de 3 mil pessoas iniciou a passeata na Praça da Gentilândia no final da tarde em apoio ao Movimento Passe Livre. Cerca de 100 deles chegaram à porta o hotel da Seleção, onde engrossaram os protestos contra os gastos na Copa do Mundo. Todo o protesto transcorreu de forma pacifica e sem confrontos.

O hotel da Seleção já foi alvo de protestos em Goiânia, quando sindicalistas e estudantes aproveitaram a visibilidade pela passagem da delegação e contestaram a qualidade do ensino e a defasagem salarial. Com a possibilidade de bloqueios na estrada que liga Goiânia a Brasília, a CBF alterou a viagem de ônibus para avião. Organizador da Copa das Confederações, a Fifa diz que a responsabilidade pela segurança é do Governo.

Fonte: Terra
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