Seleção Brasileira

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14 de junho de 2013 • 09h34 • atualizado às 09h35

"Segurança de Felipão" e desavisado, Murtosa faz 30 anos com o chefe

A dupla completa 30 anos de parceria em 2013
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
  • Celso Paiva
    Direto de Brasília
  • Dassler Marques
    Direto de Brasília
  • Fábio de Mello Castanho
    Direto de Brasília
 

Em 28 de novembro do último ano, Flávio Murtosa se sentou à televisão para acompanhar o anúncio sobre quem seria o novo treinador da Seleção Brasileira. Espantou-se com o nome de Luiz Felipe Scolari, afinal seu principal companheiro do futebol não havia feito qualquer convite para a comissão técnica. Sequer havia avisado. Murtosa temeu “estar fora” do retorno, mas no fundo, provavelmente, tinha certeza que não estaria fora. E não estava.

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Em 2013, na Copa das Confederações, Felipão e seu escudeiro completam 30 anos de união no futebol. Uma amizade que teve início em 1983, no Brasil de Pelotas, e moldada à base da parceria e especialmente da lealdade. “Isso quase não existe mais nos dias de hoje”, costuma lembrar Scolari às pessoas próximas. Entre eles, foi assim desde o começo.

Sem treinador, o Brasil tentou contratar Flávio Murtosa para o início daquele Campeonato Gaúcho, mas ouviu não. Uma recusa, por sinal, também pautada por fidelidade. Murtosa havia jogado com vários membros do elenco e não gostaria de perder amigos. Diante da negativa, outro treinador assumiu e durou pouco tempo. E aí o clube foi atrás de Luiz Felipe Scolari, o que daria início a uma união marcante para a história do futebol brasileiro.

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Nem tudo, porém, foi de flores. Felipão não gostou de saber que não poderia ter seu preparador físico, pois Murtosa já estava na comissão técnica. Ao melhor estilo de Scolari, havia clima de desconfiança no ar, até que a dúvida foi tirada em um almoço. Depois de quase um mês de convivência.

“Afinal, tu queres ou não meu cargo”, questionou o treinador. Murtosa disse não e falou em tom sincero: “se eu quisesse, estava no teu lugar”, o que era verdade. Naquele gaúcho baixinho de bigode, como ele próprio, Felipão enxergou a lealdade que pauta suas relações. O treinador assumiu a necessidade de reformulação e terminou a temporada em alta em seu primeiro trabalho a vingar, com vice-campeonato gaúcho.

No campo, Murtosa funciona como um complemento de Scolari. Costuma auxiliar bastante nas orientações individuais, explica fundamentos e faz as devidas cobranças. Tenta encontrar jogadores mais jovens e só não consegue mesmo é fazer Felipão acertar seu codinome: “Mortosa”, costuma pronunciar. “Meu segurança particular”, também brinca Scolari sobre seu auxiliar, também conhecido pelo nome: Flávio Teixeira.

Ao todo, foram três as ocasiões em que eles se separaram. Em 1997, em que o auxiliar assumiu o Juventude, em 2000, quando ganhou a Copa dos Campeões pelo Palmeiras, e ainda em 2002, logo depois da Copa. Hoje, ele mira mais um grande título, o que não conseguiu no período por seleção portuguesa e Chelsea, entre outros. As exceções são modestas: conquista do Uzbequistão, pelo Bonyodkor, e a Copa do Brasil 2011, com o Palmeiras.

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