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Thiago Silva volta bem e acaba jogo com "faixa da discórdia"

Heinz-Peter Bader / Reuters
18 nov 2014
18h38
atualizado às 19h57
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Parecia que estava escrito para acontecer. Dois dias depois de externar o descontentamento com a reserva e a perda da faixa de capitão na Seleção Brasileira e causar turbulência na concentração da equipe, Thiago Silva teve a chance de "reestrear" com a camisa amarela sob o comando de Dunga, graças à lesão do novo titular Miranda aos 27min da vitória contra a Áustria, por 2 a 1, nesta terça-feira. E o experiente defensor deixou o nervosismo de lado para fazer uma partida segura e terminar o jogo ostentando novamente a braçadeira. Dunga afirmou que o defensor já seria o segundo a trajar a faixa, mas Neymar afirmou que a entrega da peça foi algo natural.

O Brasil sofreu o primeiro gol na nova era Dunga após seis jogos, e com Thiago Silva em campo, mas o ex-capitão não teve culpa na jogada. Em um contra-ataque puxado por Fuchs, o lateral austríaco encontrou Weimann entrando em diagonal na área, pela direita. Oscar chegou atrasado na jogada e fez o pênalti, que Dragovic bateu com categoria. A jogada saiu do lado oposto ao de Thiago Silva.

<p>Atual capitão da Seleção, Neymar passa a braçadeira ao companheiro Thiago Silva antes de deixar o campo</p>
Atual capitão da Seleção, Neymar passa a braçadeira ao companheiro Thiago Silva antes de deixar o campo
Foto: Heinz-Peter Bader / Reuters

Na verdade, o zagueiro fez uma ótima partida. O rosto expressava tensão enquanto ele se aquecia e Miranda deixava o gramado; quando entrou em campo, tocou no chão e levantou as mãos para o céu. Logo ele se posicionou ao lado de David Luiz e começou a gritar instruções para o meio-campo brasileiro. Mas qualquer sinal de nervos à flor da pele sumiu depois da primeira intervenção, uma disputa firme pelo alto, em que o defensor do PSG levou a melhor.

Conforme os minutos foram se passando, a classe que fez de Thiago Silva um dos melhores zagueiros do mundo foi ficando evidente. Ele ganhou tudo pelo alto e distribuiu passes precisos na hora de sair jogando. É verdade que a Áustria pouco atacou, mas quando exigido, o camisa 14 foi cirúrgico, como vinha sendo Miranda nos jogos anteriores.

Só no segundo tempo, logo depois do gol da Áustria, é que aconteceram os únicos vacilos: duas vezes Thiago Silva saiu da área para tentar o desarme em Harnik, e nas duas errou o bote, deixando o austríaco escapar. O final feliz aconteceu nos acréscimos, quando Neymar, substituído por Marquinhos, passou para Thiago a braçadeira que causou discórdia. Foi apenas um amistoso, mas para o zagueiro, um "teste de fogo" que foi superado. Melhor para a Seleção.

Fonte: Terra
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