0

Britânica do skeleton diz que domou "pista da morte"

19 fev 2010
11h50

A pista na qual um atleta georgiano de luge morreu há uma semana já ganhou uma amiga: Amy Williams. Segundo suas próprias palavras, a britânica já domou o Whistler Sliding Center, onde tentará confirmar a medalha de ouro olímpica de skeleton na madrugada deste sábado.

Na última quinta-feira, Williams foi a principal destaque da primeira fase do skeleton entre as mulheres, tendo marcado o tempo de 1min47s96. Com vantagem de 0.30 sobre a segunda colocada, a alemã Kerstin Szymkowiak, a britânica considera que se entendeu perfeitamente com a temida pista.

"Eu parecia estar voando, o que é uma ótima sensação. Hoje (quinta) a pista foi minha amiga", disse ela. "Aqui você pode fazer ótimas manobras. Se elas funcionam, sente-se a velocidade vindo na saída das curvas. É muito divertido".

Confiante, Williams começa a disputar as duas etapas finais da modalidade às 3h45 (de Brasília) do próximo sábado. Caso ratifique o bom desempenho na prova, conquistará a primeira medalha do Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Entenda a prova de skeleton dos Jogos de Inverno

O skeleton recebeu este nome porque o trenó usado na modalidade, feito de metal e fibras de vidro, lembra o formato do esqueleto humano. É disputado no Whistler Sliding Center, mesmo local do bobsled e do luge, e, assim como estes dois esportes, tem a largada como momento decisivo.

Para este momento, os atletas usam um calçado de aderência especial e ganham velocidade correndo pelos primeiros 50 metros. Em seguida, se posicionam no trenó de barriga para baixo e descem a montanha, se jogando de um lado para o outro para direcionar o veículo.

O skeleton é disputado apenas em provas individuais. São quatro corridas em dois dias de disputa. Quem tiver o menor tempo total é campeão olímpico.

Entenda o caso

O georgiano Nodar Kumaritashvili, 21 anos, morreu nesta sexta-feira após sofrer um grave acidente no treinamento do luge, no Whistler Sliding Center. O atleta estava em uma velocidade de 144 km/h quando perdeu o controle de seu trenó, bateu contra a parede de gelo e, depois, contra uma haste na pista.

A equipe médica dos Jogos de Vancouver tentou realizar procedimentos de reanimação, como massagem cardíaca e respiração boca a boca, antes de chamar um helicóptero para transferir Kumaritashvili ao hospital. O atleta, que havia iniciado a carreira profissional há dois anos, teve a morte anunciada horas depois pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Skeleton (F) - Classificatórias
Fonte: Terra
publicidade