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Copa Sul-Americana

Chapecoense vence River Plate, mas cai na Sul-Americana

Edu Andrade/LatinContent / Getty Images
29 out 2015
00h55
atualizado às 01h02
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Acabou o sonho: a Chapecoense está eliminada da Copa Sul-Americana de 2015. Mesmo assim, o Verdão do Oeste tem todos os motivos para se orgulhar de sua primeira participação em um torneio internacional, já que caiu com vitória sobre o River Plate por 2 a 1 nesta quarta-feira, na Arena Condá. A derrota se deu no placar agregado, já que os Millonarios haviam vencido o duelo de ida por 3 a 1, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

Atual campeão da Copa Libertadores e da própria Sul-Americana, o time argentino avança à semifinal da competição diante do Sportivo Luqueño, do Paraguai, que derrubou o Atlético-PR no início desta noite. De volta à realidade, a Chape recebe o próprio Furacão neste domingo, às 17h (de Brasília). Com 39 pontos somados, os comandados de Guto Ferreira figuram na 14ª posição da Série A e tentam evitar o rebaixamento.

River Plate havia vencido jogo de ida em Buenos Aires por 3 a 1
River Plate havia vencido jogo de ida em Buenos Aires por 3 a 1
Foto: Marcio Cunha / EFE

O jogo – Ciente da necessidade de sair para o ataque, a Chapecoense foi atrapalhada pelo próprio nervosismo inicial. Por isso, a primeira oportunidade de perigo foi protagonizada pelo time do River, que chegou com uma boa tentativa de Pisculichi para fora.

A ansiedade voltou a ser refletida quando o Verdão finalmente desceu no gramado. Com possibilidade de acionar Ananias, que surgia livre na área, Bruno Rangel optou pelo chute fraco e apenas facilitou o trabalho do goleiro Barovero. Assim como na jogada anterior, o meia argentino Pisculichi voltou a aparecer no lance seguinte, mas novamente errou o alvo.

Mesmo assim, a chama da esperança brasileira voltou a brilhar aos 20 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Rangel abriu o placar. Dener desceu pela esquerda e levantou na cabeça do atacante da Chape, que só teve o trabalho de testar para o fundo da rede, sem sequer pular, para animar de vez a Arena Condá.

Banco da Chapecoense comemora primeiro gol de Bruno Rangel
Banco da Chapecoense comemora primeiro gol de Bruno Rangel
Foto: Marcio Cunha / EFE

Para incendiar ainda mais a partida, o primeiro tempo reservou uma boa dose de polêmica. Quando Ananias foi derrubado pelo último homem da zaga argentina, a Arena Condá pediu pela expulsão do beque Mercado, mas o árbitro Julio Bascuñán ignorou os gritos de “vergonha”.

Ainda na etapa inicial, porém, o River chegou ao empate. Aos 45 minutos, no apagar das luzes, Pisculichi executou bom cruzamento pelo lado esquerdo do ataque. O meia Carlos Sánchez saltou entre o goleiro Danilo e o zagueiro Thiego, que permaneceram imóveis, e completou para a meta.

Sánchez comemora gol do River Plate na Arena Condá
Sánchez comemora gol do River Plate na Arena Condá
Foto: Marcio Cunha / EFE

O retorno para o tempo complementar comprovou a persistência da Chapecoense. Na marca dos sete minutos, mais uma vez em levantamento para a área, Thiago fez um leve desvio de cabeça. Para a festa da Arena Condá, Bruno Rangel emendou um carrinho e empurrou a bola para a rede, incentivando a cantoria de “eu acredito” vinda das arquibancadas.

O zagueiro Neto ainda perdeu a chance de marcar o gol que levaria o duelo para os pênaltis. Aos 12, após conclusão de Cleber Santana, o arqueiro argentino permitiu o rebote, mas o defensor do Verdão não aproveitou o presente.

Chapecoense 2 x 1 River Plate
Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 28 de outubro de 2015, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Julio Bascuñán (Chile)
Assistentes: Raúl Orellana e Claudio Ríos (ambos do Chile)
Público total: 12.144
Renda: R$ 284.750,00
Cartões amarelos: Nenén, Thiego e Caramelo (Chapecoense); Ponzio e Balanta (River Plate)

Gols
Chapecoense: Bruno Rangel, aos 20 minutos do primeiro tempo, e aos 7 do segundo
River Plate: Carlos Sánchez, aos 45 minutos do primeiro tempo

Chapecoense: Danilo; Caramelo (Tiago Luis), Neto, Thiego e Dener; Gil, Nenén (Camilo) e Cleber Santana; Ananias, Maranhão (Túlio de Melo) e Bruno Rangel. Técnico: Guto Ferreira

River Plate: Barovero; Mercado, Balanta (Mammana), Maidana e Casco; Ponzio (Tabaré Viudez), Kranevitter, Pisculichi (Lucho González) e Sánchez; Driussi e Rodrigo Mora. Técnico: Marcelo Gallardo

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