Esportes

publicidade
01 de julho de 2011 • 14h57 • atualizado às 15h50

Cielo admite uso de suplemento, mas nega "imprudência" e "imperícia"

Cielo negou que tenha sido imprudente no caso de doping
Foto: Satiro Sodré/CBDA / Divulgação
 

Logo após a divulgação feita pela Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) de que havia testado positivo no exame antidoping para o uso da substância Furosemida, realizado no Troféu Maria Lenk, o nadador Cesar Cielo se pronunciou oficialmente para falar sobre o caso, confirmando que usou um suplemento que nunca tinha apresentado nenhum problema em outros testes realizados.

O nadador afirmou que considera esse apenas um fato isolado. "Sempre fiz uso desse suplemento e nunca um controle feito anteriormente apresentou problema. Pela segurança que tenho na utilização desse suplemento, creio que este resultado tenha sido um fato isolado".

Recordista mundial dos 50 m e 100 m livre, Cielo negou qualquer tipo de imprudência e disse que não fez nenhum recurso ilegal para melhorar seus resultados dentro da piscina.

"Em nenhum momento fui imprudente ou negligente ou usei de imperícia. Não uso nenhum tipo de medicamento ou suplemento sem me certificar da segurança de sua utilização. Em qualquer lugar do mundo em que esteja, consulto sempre meu médico e meu pai, que é médico, sobre os componentes de todo medicamento ou suplemento antes de ingeri-los. Sou extremamente cuidadoso com isso e tenho a consciência tranquila de que não fiz nada para melhorar artificialmente meu desempenho".

Junto com Cielo foram punidos também outros três atletas: Nicholas Santos, Vinícius Waked e Henrique Barbosa. Os dois primeiros fazem parte do novo projeto do nadador de formar uma equipe de elite, visando os Jogos Olímpicos de 2016. Já Henrique Barbosa é companheiro de Cielo no Flamengo e velho amigo do velocista. "Por causa dessa mesma confiança, outros atletas também fizeram uso do suplemento", disse Cielo na nota.

De acordo com nota da CBDA, os envolvidos declinaram do direito de realização da amostra B e definiram com precisão como o diurético entrou no organismo, o que comprovou que não houve aumento dos seus desempenhos, fato que não ocorreu nesta competição.

Desta forma, a entidade optou apenas por uma advertência aos quatro atletas uma vez que não foi identificada culpa ou negligência por parte deles no episódio.

Confira abaixo a nota oficial de Cesar Cielo:

Sobre notificação da CBDA a atletas da seleção brasileira

Quero dar minha posição a respeito de uma notificação de um painel realizado nesta sexta-feira pela CBDA, no Rio de Janeiro, sobre a presença da substância Furosemida, encontrada em alguns atletas da seleção brasileira que disputaram o Troféu Maria Lenk, em maio.

Durante o painel, todos os dados foram levantados e comprovada a presença da substância por meio de contaminação cruzada durante a manipulação de um suplemento (excepcionalmente, isso pode ocorrer, mesmo que observadas normas e protocolos de manipulação sob orientação da Vigilância Sanitária).

Sempre fiz uso desse suplemento e nunca um controle feito anteriormente apresentou problema. Pela segurança que tenho na utilização desse suplemento, creio que este resultado tenha sido um fato isolado. Por causa dessa mesma confiança, outros atletas também fizeram uso do suplemento.

Fato que nos ensina muito.

Durante toda a minha carreira, sempre tive o maior cuidado com todo tipo de medicamento ingerido. Me considero um atleta exemplar neste aspecto. Nunca utilizei nenhum recurso ergogênico ilícito que pudesse favorecer a minha performance.

Acredito que todo mérito de um atleta seja resultado de muito treino, dedicação e seriedade. Tenho a convicção de que todos os resultados que conquistei na minha carreira sigam esses pilares.

Faço controles constantemente - este ano, já fui testado cinco vezes. Fiz, inclusive, teste de sangue na França, durante o Aberto de Paris. Passo por controles periódicos e sou um dos atletas que integram o programa de rastreamento da Fina, o que significa que preciso sempre informar a entidade cada vez que me desloco. Posso ser testado a qualquer momento, em qualquer lugar. São as regras do jogo e eu sempre soube disso.

No dia 26 de abril, quatro dias antes de começar o Troféu Maria Lenk, recebi uma carta da Usada, órgão oficial antidoping dos Estados Unidos, me parabenizando pelos resultados dos testes antidoping realizados em Michigan, durante o Grand Prix.

Em nenhum momento fui imprudente ou negligente ou usei de imperícia. Não uso nenhum tipo de medicamento ou suplemento sem me certificar da segurança de sua utilização. Em qualquer lugar do mundo em que esteja, consulto sempre meu médico e meu pai, que é médico, sobre os componentes de todo medicamento ou suplemento antes de ingeri-los. Sou extremamente cuidadoso com isso e tenho a consciência tranquila de que não fiz nada para melhorar artificialmente meu desempenho.

Pelo respeito, pela confiança depositada em mim e consideração que tenho pelo brasileiros e a comunidade da natação e do esporte, estou esclarecendo a situação.

Cesar Cielo

Terra