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Coe rejeita boicote aos Jogos de Inverno por leis antigays

10 ago 2013
11h55
atualizado às 13h39
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A vida de Sebastian Coe mudou quando ele conquistou a medalha dos 1.500 metros na politicamente tensa Olimpíada de 1980, e por isso não foi uma surpresa ouvi-lo dizer, neste sábado, que a sugestão de um boicote aos Jogos de Sochi, no ano que vem, é equivocada.

<p>O ex-atleta Sebatian Coe, chefe do comitê organizador das Olimpíadas de Londres em 2012</p>
O ex-atleta Sebatian Coe, chefe do comitê organizador das Olimpíadas de Londres em 2012
Foto: Luke MacGregor / Reuters

Coe, assim como muitos atletas britânicos, desafiou um pedido governamental de boicote aos Jogos de Moscou em protesto contra a invasão soviética do Afeganistão, e venceu nos 1.500 metros após uma surpreendente derrota para o compatriota Steve Ovett nos 800m, sua prova favorita.

De volta ao mesmo estádio Luzhniki para o mundial de atletismo 33 anos depois, Coe, membro do conselho da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf na sigla em inglês), recusou o pedido de boicote à Olimpíada de Inverno de Sochi por conta da nova lei anti-propaganda gay da Rússia.

"Sou contra boicotes. Não acho que conquistem o que pretendem, só prejudicam um grupo - os atletas", disse Coe, que encabeçou o comitê organizador da Olimpíada de Londres de 2012 e é a aposta de muitos para ser o próximo presidente da Iaaf. "Esportes internacionais não inibem mudanças sociais, na verdade têm um efeito catalisador".

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