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COI minimiza crise para próximos Jogos de Inverno

28 jan 2010
17h58
atualizado às 18h10

Os Jogos Olímpicos de Inverno têm um grande futuro, apesar de haver apenas três candidatas para organizarem a edição de 2018, disse nesta quinta-feira o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge.

O presidente do COI, 67 anos, e que no próximo dia 12 de fevereiro estará em Vancouver para inaugurar os Jogos de 2010, está convencido de que o número limitado de candidaturas, o mais baixo desde 1988, não tem nada a ver com a crise financeira nem com a falta de popularidade do evento.

Os candidatos para 2018 são Annecy (França), Munique (Alemanha) e PyeongChang (Coreia do Sul), que ficou com o segundo lugar na luta pela organização de Jogos de Inverno anteriores.

"Esta situação está relacionada com as candidaturas anteriores e não com a crise financeira", disse o belga Jacques Rogge. "Não há muitos países que possam organizar os Jogos de Inverno, diferentemente dos Jogos de Verão. Só 15 países estão preparados em termos de desenvolvimento, conhecimento, geografia e clima", afirma.

"Os Estados Unidos não apresentaram por já terem indicado a cidade de Chicago para os Jogos de Verão de 2016 (candidatura eliminada na segunda rodada de votações). E Canadá e Rússia são respectivamente os organizadores deste ano e de 2014, em Sochi. O Japão também tinha uma candidatura, a de Tóquio, para 2016", explica.

Rogge espera ainda que os escândalos de doping como os que ocorreram com as equipes austríacas de esqui cross-country e de biatlo nos Jogos Olímpicos de Turim, em 2006, não ocorram novamente.

"Não tenho garantias de que haverá menos casos de doping nos próximos Jogos, mas espero que seja assim. Pelo que me dizem os especialistas ( a Agência Mundial Antidoping e a comissão médica do COI), estamos fazendo progressos. O doping é cada vez mais difícil para os atletas, pois ocorrem mais testes durante e fora das competições, e não hesitamos em chamar a polícia em caso de crime", assegura.

Rogge confessa que não ficará especialmente emocionado quando terminarem os Jogos de Vancouver no próximo dia 28 de fevereiro, seus últimos como presidente do COI. "Não sou nostálgico. O fim de uma temporada olímpica é positiva porque convida a juventude a participar dos próximos Jogos. Não é um adeus, mas sim uma maneira de convocar a todos para um compromisso quatro anos depois", disse.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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