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Com 18 pódios, atletismo é "carro-chefe" do Brasil na Paralimpíada

10 set 2012 08h12
| atualizado às 08h13
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Cumprida a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro, de terminar entre os sete melhores nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 - o Brasil conseguiu a sétima posição, com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e 8 de bronze -, o Terra fez um levantamento das modalidades que tiveram melhor desempenho na capital britânica em relação aos Jogos de Pequim 2008, além de destacar os brasileiros que surpreenderam e os favoritos que acabaram fora do pódio.

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Recorde de medalhas no atletismo
Responsável pelo maior número de pódios do Brasil nos Jogos de Londres - com 7 ouros, 8 pratas e 3 bronzes -, o atletismo apresentou ligeiro crescimento em relação aos Jogos da China. Terezinha Guilhermina - ouro, prata e bronze em Pequim 2008 - subiu duas vezes ao lugar mais alto do pódio, nos 100 e 200 m T11. Shirlene Coelho, prata há quatro anos, deu a volta por cima e trouxe o ouro no lançamento de dardo F37/38. Nos 200 m T11, Felipe Gomes deixou para trás o "cego mais rápido do mundo", Lucas Prado, e conquistou a medalha de ouro. Prado, por sinal, piorou o seu desempenho em relação aos Jogos de Pequim, quando conquistou três medalhas de ouro. Em Londres, foi "apenas" prata nos 100 m e 400 m T11.

Quem também deixou a sua marca foi Yohansson Nascimento, que superou os favoritos e venceu os 200 m T46. O paratleta ainda teve a chance de vencer os 100 m T46, mas se lesionou na final e acabou em último. Em uma das disputas mais aguardada da modalidade, Alan Fonteles surpreendeu Oscar Pistorius na final dos 200 m T44 e terminou com a medalha de ouro. O Brasil ainda comemorou o ouro de Tito Sena na maratona T46, na última prova do atletismo em Londres, mas o desempenho do País poderia ter sido ainda melhor. Daniel Silva, prata nos 200 m T11, lesionado, nem sequer disputou a final da prova que é recordista mundial: os 400 m T11. Odair Santos, prata nos 1.500 m T11 e balizado com o melhor tempo nos 5.000 m T11, também não largou por limitações físicas.

D.Dias e A. Brasil faturam 9 ouros na natação
Apesar de conquistar menos medalhas que em Pequim 2008 - em Londres foram 14 pódios, contra 19 na China -, os nadadores brasileiros terminaram com um ouro a mais que há quatro anos. Daniel Dias continuou soberano nas águas e trouxe nada menos que seis medalhas douradas na classe S5, se tornando o brasileiro com mais medalhas nos Jogos. André Brasil (S10) foi o responsável pelos outros três primeiros lugares, além de duas pratas. A natação feminina melhorou e subiu duas vezes ao pódio: prata com Edênia Garcia (S4) e bronze com Joana Silva (S5). Phelipe Rodrigues (S10) repetiu Pequim 2008, quando conquistou a prata e garantiu a única dobradinha brasileira em Londres, com André Brasil.

Potência paralímpica na bocha
O Brasil mostrou, nos Jogos Paralímpicos de Londres, que é a principal potência da bocha. Nos Jogos de Pequim 2008, Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos já surpreenderam com dois ouros e um bronze, mas as maiores surpresas ficaram para os Jogos britânicos. Novamente favorita, a dupla conquistou o bicampeonato da classe C4, além de mais um ouro e um bronze nas disputas individuais. Maciel Santos foi o melhor da classe C2 e garantiu o País na primeira colocação da modalidade.

Tri e hegemonia no Futebol de 5
Então bicampeã paralímpica - ouro em Atenas 2004 e Pequim 2008 -, e três vezes campeã mundial, a Seleção Brasileira de futebol de 5 mostrou o porquê de sempre estar entre as favoritas em competições internacionais. Na final dos Jogos de Londres, a equipe dominou a França e, com 2 a 0, conquistou mais um título, faturando o tri da competição e estabelecendo a hegemonia na modalidade.

Ouro inédito na esgrima
O Brasil nunca havia alcançado uma disputa por medalhas na esgrima em cadeira de rodas, mas foi em Londres que escreveu seu nome na história da modalidade. Eliminado no florete, Jovane Silva Guissone voltou às disputas individuais pela espada e, ao derrotar na final Chik Sum Tam, de Hong Kong, conquistou o ouro inédito nos Jogos Paralímpicos de Londres.

Goalball supera expectativas
Sem pódios na história dos Jogos Paralímpicos, o goalball masculino superou as expectativas do Comitê Paralímpico Brasileiro, de ficar entre os cinco melhores da competição. A medalha de prata, que veio após a derrota por 8 a 1 para a Finlândia na final, foi bastante comemorada pela comissão técnica.

Judô: prata e bronzes
A modalidade, que deu a primeira medalha ao País - bronze com Michele Ferreira (até 52 kg) -, conquistou quatro medalhas, sendo uma de prata e três de bronze, desempenho aquém daquele visto nos Jogos de Pequim 2008. Tetracampeão paralímpico, Antônio Tenório (até 100 kg) caiu nas quartas de final e teve que se contentar com o bronze. Karla Ferreira (até 48 kg), prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, quase chegou à final, mas perdeu na semi e acabou fora do pódio. Lúcia da Silva (até 57 kg) ainda ficou com a medalha de prata; Daniele Bernardes (63 kg), com o bronze.

Futebol de 7: fora do pódio pela segunda vez
Bronze em Sydney 2000 e Prata em Atenas 2004, a Seleção Brasileira de futebol de 7 passará mais quatro anos sem o sabor da medalha paralímpica. Assim como aconteceu nos Jogos de Pequim 2008, o País foi derrotado com facilidade pelo Irã na decisão do bronze e acabou fora do pódio pela segunda vez consecutiva.



Terezinha Guilhermina conquistou dois ouros e bateu um recorde mundial nos Jogos Paralímpicos de Londres
Terezinha Guilhermina conquistou dois ouros e bateu um recorde mundial nos Jogos Paralímpicos de Londres
Foto: AP
Fonte: Terra
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