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Com campeã mundial, São Paulo tem 1ª pista de curling do Brasil

13 ago 2010
17h35
atualizado às 19h41
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Emanuel Colombari

Foi inaugurada em São Paulo nesta sexta-feira a primeira pista de curling do Brasil. O exótico esporte, que caiu no gosto do público brasileiro durante a Olimpíada de Inverto de 2010 em fevereiro, está à disposição de curiosos - ainda que por poucos dias - no Shopping Eldorado, na capital paulista, graças a uma campanha promovida por uma empresa de cosméticos que providenciou o rinque.

Entre as principais atrações da novidade, está a presença de Linn Githmark, capitã da seleção norueguesa da modalidade e campeã mundial juvenil em 2004. Linn, 27 anos, é uma das responsáveis pela orientação nas duas pistas de 20m (metade do tamanho de uma oficial), contando também com a orientação de instrutores brasileiros e canadenses no local.

Em seu primeiro dia na função, a "professora" Linn se mostrou animada com a pista inédita no Brasil. "Acho que é muito interessante. Nunca se viu isso. É um esporte novo, e as pessoas devem achar divertido, por todo o gelo e tudo mais. Mesmo estando em um país tropical, não há problemas em termos um rinque de gelo, desde que ele seja bem construído", contou a skipper norueguesa ao Terra.

Linn deve ter trabalho nos próximos dias. Segundo Carlos Borges, diretor de planejamento da agência responsável pela novidade, sete horários já estavam reservados para a sexta-feira, dia reservado majoritariamente ao atendimento à imprensa. E a novidade, voltada principalmente para o público feminino, dava sinais de um respaldo positivo para os próximos dias, dada a presença de curiosos à beira do espaço.

"Ter uma atleta como a Linn, que tem ótimos resultados e que ainda é vaidosa, se cuida, é muito positivo para nós", disse Borges, que não negou a inspiração na febre da "bocha no gelo" resultante da Olimpíada de Vancouver, coberta com exclusividade pelo Terra, como inspiração. "Aproveitamos muito daquele 'buzz' da Olimpíada", acrescenta.

De fato, o curling atraiu curiosos no Brasil. Em fevereiro, mesmo antes da Olimpíada, a Seleção masculina formada por Celso Kossaka, Marcelo Mello, Cesar Santos e Luis Augusto Silva participou de uma melhor de cinco contra os Estados Unidos, de olho em uma vaga no Mundial de abril. Acabou perdendo por 3 a 0, com placares de 10 a 3, 8 a 1 e 8 a 2, dada a experiência dos rivais.

Além de entreter, o curling em São Paulo ainda chega com um propósito social. Cada ingresso vendido exclusivamente a homens por R$ 10 reais (mulheres não pagam) será revertido e duplicado pelos organizadores à AADA (Associação de Apoio à Dermatite Atópica), criada e administrada por dermatologistas do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A pista fica à disposição até 22 de agosto, das 10h às 22h. Cada partida, com três ends, dura 30 minutos e pode ser disputada por até quatro jogadores em cada time - a organização faz agendamentos, mas apenas no local e para o próprio dia. A modalidade é recomendada para maiores de oito anos, uma vez que cada pedra pesa cerca de 19kg. O uso de tênis é imprescindível.

Caso surja o interesse, a própria Linn Githmark deixa o convite aos interessados. "Acho que as pessoas não sabem que podem jogar, mas elas podem vir. Todos instrutores falam português, então não há problema", diz a norueguesa, tranquilizando a respeito das regras.

Fonte: Terra
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