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Com novo apoio, Orlando Silva projeta Brasil no G-10

19 out 2010
10h00
atualizado em 3/5/2012 às 15h09

O anúncio de um volumoso patrocínio de R$ 265 milhões da Petrobras a modalidades consideradas carentes como boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso mostra a oportunidade de crescimento do esporte brasileiro nos próximos anos. Ainda assim, a ordem é evitar um otimismo exacerbado em relações à conquista de medalhas olímpicas.

Ministro dos Esportes acredita em evolução do esporte brasileiro com novo apoio
Ministro dos Esportes acredita em evolução do esporte brasileiro com novo apoio
Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press


Para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, os dirigentes esportivos reconhecem que os reflexos do novo apoio serão pequenos. Para a competição de 2016 no Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Orlando Silva, também rechaça uma pressão por uma chuva de medalhas. "Eu sigo o que foi colocado pelo Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Nossa melhor colocação no quadro de medalhas é o 16º lugar. Um belo objetivo seria ficarmos entre os dez melhores", explicou.


Na análise de Orlando Silva, o Brasil não pode pensar apenas em resultados nas disputas de alto rendimento quando recebe o investimento no esporte. "Olhamos para os dois lados da moeda. Além de pensarmos em medalhas e cobrarmos pelo sucesso dos atletas de alto rendimento, queremos que o esporte faça parte do cotidiano das pessoas", ressaltou.


No projeto Petrobras Esporte e Cidadania, a ordem é modificar a cultura do Brasil em relação a esportes coletivos. Além do futebol, modalidades como vôlei (de quadra e de praia), futsal e basquete têm espaço na cultura dos brasileiros, tanto na torcida como na prática durante o dia a dia. Já as disputas individuais vivem de momentos isolados ou o nascimento de fenômenos, como é o caso de Gustavo Kuerten no tênis.

Contudo, são justamente as modalidades menos conhecidas no Brasil que ajudam a transformar uma nação em potência esportiva. Nas última edição das Olimpíadas, boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso ofereceram, juntas, 174 medalhas (58 de ouro) entre disputas individuais e por equipes. Desse total, o Brasil ganhou somente um bronze com Natália Falavigna, na categoria acima de 67 quilos do taekwondo.

Craque de um esporte coletivo, a ex-jogadora de basquete Paula terá a missão de administrar a verba aos ''nanicos'' e reconhece o peso do trabalho para o brasileiro valorizar novas modalidades. "É importante dar atenção a esportes individuais como fazem outros países. Essas cinco modalidades (boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso) distribuem praticamente 60 medalhas de ouro em Olimpíadas. A China, em 2004, não ganhou nada no levantamento de peso e, quatro anos depois, dominou as competições", comparou.

Em Pequim-2008, o Brasil ganhou três medalhas de ouro, com César Cielo (50m livre - natação), Maurren Maggi (atletismo) e vôlei feminino; quatro de prata, com Robert Scheidt e Bruno Prada (vela), Márcio e Fábio Luiz (vôlei de praia), futebol feminino e vôlei masculino; além de oito de bronze, com Natália Falavigna (taekwondo), César Cielo (100m livre - natação), Ricardo e Emanuel (vôlei de praia), Fernanda Oliveira e Isabel Swan (vela), futebol masculino e os judocas Leandro Guilheiro, Ketleyn Quadros e Tiago Camilo.

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