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O técnico da Bolívia, Ramiro Blacut, pediu demissão ontem, e na semana que vem a Federação Boliviana de Futebol (FBF) tomará uma decisão sobre seu substituto, disseram neste sábado à EFE fontes oficiais. O presidente da Comissão de Seleções da FBF, Javier Hinojosa, afirmou que Blacut ratificou na sexta-feira passada sua decisão de não seguir à frente do time nacional. Ele chegou ao cargo em 14 de abril do ano passado, substituindo o chileno de origem uruguaia Nelson Acosta. "Sua decisão foi ratificada, ele não quer continuar", disse o dirigente, que recebeu um pedido do presidente da FBF, Wálter Castedo, para evitar a saída do treinador. Blacut, que na última segunda-feira completou 61 anos, antecipou à FBF sua decisão de deixar a equipe na terça-feira passada pelas supostas pressões que tinha dos presidentes dos clubes da Bolívia, acusados por ele de não apoiar a seleção. Antes de confirmar a demissão, Castedo tinha declarado à EFE que ainda tinha a esperança que Blacut mudasse de opinião por considerar que a seleção atravessa um momento difícil para mudar de treinador. O novo ciclo de Blacut no comando da Bolívia durou 10 meses. Anteriormente, ele comandou a equipe em competições internacionais nos anos de 1979, 1981 e 1991. A seleção boliviana é a lanterna das eliminatórias sul-americanas à Copa de 2006, com 10 pontos em 11 jogos. No dia 9 de fevereiro, a seleção deve jogar um amistoso com o Chile como preparação para a 12ª rodada das eliminatórias. O próximo compromisso dos bolivianos será contra a Argentina, em março.
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