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Andrés rejeita nome Itaquerão e avisa: "não ponho mão no fogo por mim"

6 fev 2012
19h33
atualizado às 22h47
Diego Garcia
Direto de São Paulo

O ex-presidente do Corinthians e atual diretor de Seleções da CBF, Andrés Sanchez, afirmou nesta segunda-feira, durante entrevista na sabatina da Folha de São Paulo, que não coloca a mão no fogo por ninguém, nem por ele mesmo. Além disso, o mandatário detonou o nome popular dado ao futuro estádio corintiano de "Itaquerão", em referência ao bairro paulistano em que será localizado.

"Não ponho a mão no fogo por ninguém, nem por mim. Acho que, se esse erro for provado, tem que punir", afirmou, ao ser questionado sobre as acusações contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Sobre o estádio do Corinthians, Andrés Sanches ainda avisou: "se continuarem com Itaquerão, Andrezão, sei lá, não dá. É Arena Corinthians", decretou.

Com o tema sobre o estádio corintiano em pauta, aliás, Sanchez ainda aproveitou para explicar um suposto desentendimento sobre os valores noticiados sobre a Arena. O dirigente exaltou que o projeto não ultrapassará R$ 1 bilhão, e ainda estipulou o preço final da obra em R$ 820 milhões.

"Como o Corinthians tem consultores em algumas partes, não uso bem os verbos. Eu falei aquilo na época (que custaria mais de R$ 1 bilhão), mas quis dizer que muita gente quisesse que custasse mais de R$ 1 bilhão, mas eu disse R$ 820 milhões. O estádio era para 47 mil pessoas, humilde, simples. Não custaria mais que 370 milhões", afirmou Sanchez.

"Mas infelizmente para alguns virou estádio de Copa do Mundo¿, definiu o mandatário, que ainda apontou influência do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. ¿O Lula deu opiniões. Querem insinuar e dizer isso e aquilo. Ele teve participação efetiva quando disseram que seria mais de R$ 1 bilhão. Refizeram as contas e seriam só R$ 820 milhões", acrescentou Andrés.

O dirigente ainda falou sobre a permanência de Mano Menezes no cargo de treinador da Seleção Brasileira e garantiu a presença do ex-técnico de Corinthians e Grêmio no cargo, mesmo com tropeço nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. "Quem me conhece sabe que não gosto de demitir treinadores. O que vale é o resultado e o trabalho do dia a dia. Estamos revendo alguns pontos no planejamento, e isso independe de ganhar Olimpíada ou não", disse.

O Brasil nunca conquistou uma medalha de ouro olímpica no futebol - o mais perto que o País chegou foram as pratas em 1984 e 1988, nos Jogos de Los Angeles e Seul, respectivamente. Há quatro ano, na Olimpíada de Pequim, o time comandado por Dunga caiu nas semifinais diante da Argentina e acabou com o bronze.

Ex-presidente corintiano, Andrés Sanchez é o atual diretor de seleções da CBF
Ex-presidente corintiano, Andrés Sanchez é o atual diretor de seleções da CBF
Foto: Terra
Fonte: Terra
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