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Entrosado com chefe, Bruno Henrique vira um dos capitães alvinegros

26 fev 2016
19h57
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Bruno Henrique concedeu entrevista ao lado do técnico Tite, ao fim do treinamento do Corinthians na sexta-feira, e mostrou entrosamento total com o chefe. Não foram poucas as oportunidades em que um completou a resposta do outro, com risos e sorrisos.

“É porque falamos aqui o que falamos lá dentro”, sorriu o treinador, mostrando confiança em seu cabeça de área. A ponto de o substituto de Ralf fazer parte do rodízio da faixa de capitão promovido pelo comandante.

“Ele foi guinado a um dos capitães porque passou por todas as situações. Foi titular, foi reserva, ficou fora do banco, ficou machucado. E se portou sempre da mesma maneira: trabalhando, trabalhando, trabalhando”, comentou Tite.

O comportamento foi acompanhado por um futebol correspondente. Antes segundo volante, passou para a primeira função do meio-campo lhe emprestando sua ótima qualidade no passe – com marcação satisfatória, ainda que não no nível do antecessor.

Questionado sobre a função que desempenha no campo, em uma pergunta que mencionava tarefas como proteção à defesa, saída de bola e distribuição do jogo, Bruno Henrique respondeu brevemente: “Ele pede tudo isso aí”. Prontamente ganhou um cumprimento do chefe.

“É um pouco diferente jogar de primeiro volante do que é jogar de segundo. Tem que dar bastante proteção à zaga, cobrindo os meias. Mas o Tite dá bastante liberdade com a bola, para eu fazer o time jogar. Procuro fazer isso, é uma das minhas características. E também marcar, chegar forte. Na bola”, disse Bruno.

“Pergunta tática, resposta tática”, emendou Tite, usando um de seus bordões favoritos. “Não é uma função nova, porque o Clodoaldo fazia isso lá atrás. Você tem que respeitar a característica individual do atleta. Mas vocês ouviram a resposta dele?”, perguntou o gaúcho.

“Ele falou cobertura dos meias. Ou cobertura do zagueiro. Você não faz o médio fazer cobertura de lateral. Faz coberturas centrais. E ele tem liberdade, porque tem essa característica. É um jogador móvel. Se abrir o setor dele e ele puder chegar ao campo adversário, passando a ser um meia, tem liberdade”, acrescentou o treinador.

Muito superior tecnicamente àquele contratado para disputar a posição – Willians –, Bruno Henrique é um dos jogadores sem a vaga ameaçada no Corinthians em formação. Mantendo o bom nível, seguirá sendo peça importante na equipe alvinegra ao longo da temporada.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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