Douglas entrou em conflito com a diretoria gremista e virou um problema para o time gaúcho
Foto: Edson Lopes Jr./Terra
- Dassler Marques
- Direto de São Paulo
Ainda durante o Campeonato Brasileiro passado, o Corinthians consultou o Grêmio sobre a possibilidade de contratar Douglas para 2012. Disposto a manter o jogador naquele momento, o clube gaúcho pediu mais de R$ 11 milhões pela liberação. Apresentado nesta quinta-feira como reforço corintiano, ele custou R$ 3 milhões e teve seus direitos rapidamente desvalorizados por conta de atritos com a cúpula gremista, sobretudo com o diretor Paulo Pelaipe. O que era um jogador imprescindível se tornou um problema.
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Com o contrato a vencer em dezembro de 2012, Douglas viu a direção gremista adotar postura agressiva no início do ano, após ouvir sua pedida salarial para renovação. Pelaipe, tradicionalmente explosivo, chegou a dizer que o meia não atuaria mais pelo Grêmio, atitude causada pelo trauma de ter perdido Jonas sem custos para o Valencia em 2011. Sem clima para permanecer e com Douglas em má fase sob o comando de Caio Júnior, o clube gaúcho aceitou vendê-lo por R$ 8 milhões a menos.
Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, lembra da oferta em 2011 para negar que Douglas seja o plano B em relação a Montillo, que segue no Cruzeiro. "Eles não queriam vender naquele momento", afirma. O sonho da volta do meia é antigo e ele já havia sido tentado em outras ocasiões pela diretoria. "Não sei porque não se concretizou, sinceramente", diz o reforço corintiano, 29 anos. Seu salário é cerca de cinco vezes maior em relação à primeira passagem, em 2008-09. O contrato é válido até fevereiro de 2015.
Douglas, que confirmou ter recusado oferta do Palmeiras, se disse confortável com o apelido de "Maestro", recebido na passagem com os títulos do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e da Série B. "Tenho responsabilidade de qualquer jeito. Esse apelido pegou, me chamam assim e gosto bastante. Quero que me chamem de 'Maestro', sim", afirmou o meia.
- Terra




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