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Polêmicas, gol decisivo e reclusão; relembre Adriano no Corinthians

12 mar 2012
20h43
atualizado às 21h28
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A passagem de Adriano pelo Corinthians terminou de forma melancólica. No início da noite desta segunda-feira, data marcada pela queda de Ricardo Teixeira na presidência da Confederação Brasileira de Futebol, o clube do Parque São Jorge confirmou a saída do jogador, encerrando uma trajetória de praticamente um ano, espaço no qual o centroavante disputou oito partidas e assinalou apenas dois gols.

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A desconfiança sobre o trabalho de Adriano no Corinthians começou antes mesmo de o atleta treinar pela primeira vez com os demais companheiros. Toda a dúvida sobre o desempenho do atacante deu-se em virtude da forma física do jogador. Longe do preparo que o consagrou na Inter de Milão, o centroavante mal desembarcou no CT Joaquim Grava e já iniciou um trabalho específico para entrar em forma.

Entretanto, no treinamento de 19 de abril do ano passado, quando restavam poucas semanas para a tão esperada estreia, Adriano rompeu o tendão de Aquiles e adiou o primeiro jogo com a camisa do clube de Parque São Jorge. O atacante se afastou das atividades físicas, interrompeu a evolução dos treinamentos junto à comissão técnica corintiana e ficou quase seis meses afastado do elenco, que, aos poucos, se credenciava ao título nacional.

A primeira partida de Adriano no Corinthians ocorreu no dia 9 de outubro, na fácil vitória sobre o Atlético-GO, no Pacaembu. Visivelmente sem ritmo e fora de forma, o centroavante pouco colaborou na campanha do clube no Campeonato Brasileiro. Entretanto, será lembrado por ter anotado um dos gols mais decisivos para o pentacampeonato corintiano na competição.

Em confronto válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians empatava com o Atlético-MG até os 43min do segundo tempo, quando Adriano decidiu a partida. Depois de contra-ataque rápido puxando por Emerson, o agora ex-camisa 10 da equipe alvinegra chutou firme de esquerda e anotou seu primeiro gol pelo clube, mantendo, na época, o time comandado por Tite na liderança, ratificada no final da Série A com o pentacampeonato.

O gol trouxe esperança. Entretanto, rapidamente Adriano voltou a estampar manchetes fora da editoria de esportes. Na madrugada de sábado, dia 24 de dezembro do ano passado, o atacante viu uma garota atirar na própria mão, enquanto deixavam uma casa de shows no Rio de Janeiro. O jogador chegou a ser acusado do disparo, mas ficou provado que o antigo camisa 10 corintiano não estava envolvido no caso.

Inocentado, Adriano participou normalmente da pré-temporada corintiana e era tratado como uma esperança para ser protagonista de uma possível conquista inédita da Copa Libertadores da América. Para ter o jogador completamente na forma física, o Corinthians chegou até a "trancá-lo" no CT Joaquim Grava, para trabalhar em dois períodos e se dedicar somente à preparação.

Entretanto, chegou a competição sul-americana, e Adriano não atuou. Sem readquirir o melhor preparo físico, o centroavante foi colocado em ação somente no Campeonato Paulista, e chegou até a balançar as redes no confronto diante do Botafogo-SP, em 25 de fevereiro, no Pacaembu. O tento animou a comissão técnica, que escalou o camisa 10 como titular na derrota no clássico contra o Santos, em 4 de março.

A fraca atuação na Vila Belmiro mudou novamente a situação de Adriano no Corinthians. A baixa mobilidade deixou o jogador fora do compromisso contra o Guarani, do Paraguai, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Relegado a um patamar mais baixo dentro do elenco, o jogador se desmotivou.

A princípio escalado para encarar o Guarani no último sábado, Adriano acabou vetado por Tite na sexta-feira, véspera da partida. Visivelmente irritado por alguma situação envolvendo o jogador, o treinador deixou o atleta fora do confronto, que serviria para proporcionar um maior ritmo de jogo ao então camisa 10, que não viajaria para encarar o Cruz Azul, no México, nesta quarta-feira, em novo duelo pela Libertadores.

Tite, por sua vez, pediu à imprensa para "não falar mais de Adriano". A crise com o treinador culminou com o acordo assinado. O centroavante, que pediu dispensa dos trabalhos no último domingo, ganhou folga nesta segunda-feira, dia em que encerrou o compromisso com o Corinthians, previamente destinado a acabar somente no meio do ano.

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Fonte: Terra
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