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Cruzeirenses preparam "urucubaca"; atleticanos querem título sem sofrimento

17 jul 2013
13h17
atualizado às 13h20
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O atleticano está bastante confiante em um bom resultado do Atlético-MG diante do Olímpia na noite desta quarta-feira, na primeira partida das finais da Copa Libertadores. Mas, além  do tradicionais secadores, os torcedores do clube terão que superar até macumba de cruzeirenses para comemorar o título inédito.

Mãe de cruzeirense tem colocado nome de atleticanos na geladeira; urucubaca ainda não deu certo
Mãe de cruzeirense tem colocado nome de atleticanos na geladeira; urucubaca ainda não deu certo
Foto: Terra

"Eu acho que o Atlético vai ganhar, mas a gente vai fazer o possível para evitar. Vamos secar e muito. Vai rolar uma urucubaca para cima deles naquele Mineirão, vocês vão ver," desejou o operador de máquinas Anthony Rodrigues dos Santos.

"Todo jogo deles nessa Libertadores a minha mãe tem colocado na geladeira papéis com os nomes dos jogadores do Atlético. Ainda não deu certo, eles estão com muita sorte, mas na final a coisa vai virar. Vão ficar todos gelados," afirmou Santos.

A torcida contra cruzirense não incomoda os atleticanos. Confiantes no título, os torcedores  alvinegros relembram o sofrimento contra Tijuana e Newell's Old Boys e esperam uma decisão que não coloque o coração em risco.

"Passar sufoco é normal para um atleticano, mas não tem coisa pior que aquilo não. Nos meus mais de 30 anos como atleticano, nunca passei por coisa pior. No dia do jogo do Newell's eu tive até desinteria. Tinha acabado de voltar do restaurante com a minha mulher e a comida começou a me fazer mal, por causa do nervosismo. Foi correr para o banheiro, não teve jeito," contou o empresário Ricardo da Silva Carlos, que disse esperar um Atlético mais aguerrido no Defensores Del Chaco: "Vai ser 2 a 1 para nós".

Camisa do Olimpia também é vendida por ambulantes em Belo Horizonte
Camisa do Olimpia também é vendida por ambulantes em Belo Horizonte
Foto: Terra

Mesmo placar que esperam a enfermeira Raquel Santos e o segurança Hugo Filipe. "Não dá mais para passar por tanto sufoco e sofrimento. No jogo do Newell's o Hugo começou a chorar e não parava. Era o dia do meu aniversário e eu achei que teria um presente horrível se o Galo perdesse, mas deu certo," comemorou Raquel. "A gente precisa fazer um gol ainda no primeiro tempo. Se der para fazer dois, melhor ainda.

"O sofrimento é normal, a gente já está acostumado. Sem emoção não vale, mas acho que dá para ganhar lá no Paraguai por 3 a 1 e trazer o melhor resultado possível para o Mineirão," disse o auxiliar administrativo Robson Gomes, que enquanto conversava com a reportagem comprava algumas camisas para amigos na barraca do vendedor ambulante cruzeirense, Leandro Sirone.

"Eu quero que o Atlético vença hoje para vender mais até a semana que vem. Os últimos dias têm sido muito bons e ainda pode melhorar," comentou Sirone, que, por via das dúvidas, também está vendendo camisas do Olímpia para os cruzeirenses: "O negócio é faturar. Tem do Olímpia, tem do Cruzeiro," contou. Cada camisa "alternativa" é vendida por R$ 25 na banca: "Até abaixei para R$ 23 a do Galo porque quero vender mais," revelou.

O fato do segundo jogo ser no Mineirão não desagradou a torcida alvinegra, pelo contrário: "A massa do Galo gosta do Mineirão. Pode ser ruim para o time jogar lá, mas para a torcida vai ser melhor, vai haver mais ingressos, mais pressão," previu Gomes.

Fonte: Terra
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