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Endividado, Vasco vê Justiça Federal bloquear transferência de Dedé

19 abr 2013
19h52

Apresentado ao Cruzeiro em um evento especial realizado dentro de um supermercado de Belo Horizonte, nesta sexta-feira, o zagueiro Dedé ainda deve enfrentar sérios problemas até conseguir estrear pelo novo clube. Funcionários da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) receberam representantes da Justiça Federal que autorizaram o bloqueio da transferência do jogador, mesmo que o Vasco já tenha recebido o depósito de R$ 14 milhões referentes à multa rescisória.

Um oficial de Justiça compareceu à sede da FERJ com um mandado do Ministério Público que pleiteia uma dúvida de cerca de R$ 50 milhões do Vasco com a Receita Federal. A decisão judicial faz com que a FERJ não conseguisse enviar à FMF (Federação Mineira de Futebol) a documentação referente ao negócio. Enquanto a dívida não for paga ou negociada, Dedé seguirá impossibilitado de defender qualquer um dos clubes na temporada 2013.

"A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) recebeu na tarde dessa sexta-feira, 19/04, uma decisão judicial que a impede de transferir os direitos federativos do atleta Anderson Vital da Silva (Dedé). O motivo de tal decisão é um processo da Justiça Federal cujo o autor é a Fazenda Nacional e o réu o Club de Regatas Vasco da Gama. A FERJ acatará toda e qualquer decisão judicial", disse a FERJ em comunicado oficial.O grande problema é que o Vasco já recebeu e gastou parte do dinheiro, pagando salários atrasados de funcionários e jogadores, além do empréstimo do meio-campista Allison, um dos três jogadores que deveriam ser cedidos pelo Cruzeiro na minuta original do contrato. O imbróglio deve ter sequência até a próxima quarta-feira, pois a FERJ não abre segunda e terça graças ao feriado de São Jorge.

Segundo René Simões, diretor executivo do Vasco, o clube não foi oficialmente notificado da decisão e poderia nem reconhecer a dívida alegada pelo Ministério Público. Segundo a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, as duas diretorias já conversaram na tentativa de encontrar um meio termo razoável, sendo que o Cruzeiro confia na palavra empenhada pelo Vasco que, por sua vez, pode sugerir o parcelamento do débito à Receita Federal.

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