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Por racismo e falta de água, Cruzeiro promete representação na Conmebol

13 fev 2014
12h50
atualizado às 12h52
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Irritados com os problemas que viveram no Peru, no jogo de estreia do Cruzeiro na Copa Libertadores, que terminou com derrota para o Real Garcilaso, por 2 a 1, o diretor de futebol celeste, Alexandre Mattos, garantiu que o clube entrará com uma representação na Conmebol. Os motivos vão desde a falta de luz e água no estádio até o racismo sofrido pelo volante Tinga, no segundo tempo do jogo contra os peruanos.

<p>Alexandre Mattos lamentou o fato</p>
Alexandre Mattos lamentou o fato
Foto: Marcellus Madureira Rodrigues de Oliveira - ME - Especial para o Terra

"Esse campo não tem condição de jogo, não somente pelo gramado. O que fizeram aqui hoje (quarta-feira) não tem palavras. Não tem água no vestiário. Nossa van foi revistada pela polícia, depois de novo aqui dentro, uma indelicadeza muito grande", disse.

"Este episódio não tem condição nenhuma, uma cidade sem hotel, sem água. É um perigo ali na lateral do campo, jogador cair naquela pista e machucar. Na hora que um arrebentar a cabeça ali eles vão tomar providências, mas será tarde demais", completou.

O dirigente falou também da agressão que o volante Tinga sofreu. O jogador entrou no segundo tempo da partida contra o clube peruano e foi vitima de racismo. "O que fizeram com o Tinga foi uma palhaçada, uma sacanagem. O que sentimos aqui é um retrocesso da humanidade. É pensar pequeno", reclamou Mattos.

O volante Tinga ganhou forte apoio após o jogo desta quarta-feira. O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, postou uma mensagem de repúdio pelas redes sociais, assim como a presidente Dilma Rousseff, e vários torcedores atleticanos. No desembarque dos jogadores alvinegros, na manhã desta quinta, em Belo Horizonte, os atletas também lamentaram o fato.

Fonte: Marcellus Madureira Rodrigues de Oliveira - ME - Especial para o Terra Marcellus Madureira Rodrigues de Oliveira - ME - Especial para o Terra
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