Dakar 2005
Terça, 11 de janeiro de 2005, 09h44  Atualizada às 13h18
Bicampeão morre no Rali Dakar
 
AP
Meoni era um dos favoritos para faturar o título deste ano
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O piloto italiano de motos Fabrizio Meoni morreu nesta terça-feira, vítima de uma parada cardíaca, quando disputava a 11ª etapa do Rali Dakar, entre Atar e Kiffa, na Mauritânia.

Meoni, de 47 anos, ocupava o segundo lugar da classificação geral e foi o vencedor do Rali Dakar de 2001 e de 2002.

Os médicos da organização chegaram ao local do acidente em helicóptero e tentaram reanimar o piloto sem sucesso.

Meoni é a segunda vítima fatal do rali. A morte do piloto italiano acontece um dia depois da do piloto espanhol José Manuel Pérez "El Carni", que morreu em um hospital de Alicante (Espanha) em decorrências das feridas que teve em uma queda registrada na quinta-feira passada durante a sétima etapa do rali. A morte de Meoni eleva para 46 o total de pessoas falecidas na competição.

Os organizadores confirmaram que o italiano caiu de sua moto minutos depois de ter passado pelo segundo ponto de controle da etapa especial e enviaram um helicóptero de assistência médica ao local.

As equipes de primeiros socorros encontraram-no com parada cardíaca e durante 45 minutos tentaram reanimá-lo sem êxito.

"Ele era uma pessoa fabulosa, um grande ator, um advogado muito bom. Estamos todos terrivelmente afetados por esta notícia", assegurou o responsável pela organização do rali, Etienne Lavigne.

O piloto italiano era um dos personagens mais conhecidos da corrida e, com freqüência, tinha sido o porta-voz dos participantes.

Recentemente, tinha protestado pelo percurso de 2005, sobre o qual dizia que era menos aventureiro que os do passado e que permitiria a utilização de muitos instrumentos eletrônicos de navegação, o que, para ele, era impedimento para correr os riscos que tanto amava.

"Ele só pensava em recuperar a desvantagem de ontem e da penalização. Ontem me disse que estava se aproximando do final e que não podia perder mais tempo. Tinha um pouco de pressão porque era a última corrida de sua vida, já que tinha decidido se dedicar à sua família e aos seus dois filhos", contou o empresário Alfredo Bevilacqua.

A morte do piloto italiano aconteceu em uma etapa disputada entre o centro e o sul da Mauritânia e que os organizadores tinham decidido encurtar por causa das tempestades de areia que estavam previstas.
 

EFE

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