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No dia seguinte à vitória dos franceses Stéphane Peterhansel (carros) e Cyril Després (motos) no Rali Dakar já se discute mudanças para evitar que em 2006 voltem a repetir tragédias como as que marcaram a prova deste ano.
Cinco pessoas morreram durante o rali: dois pilotos de moto - o italiano Fabrizio Meoni, bicampeão da prova, e o espanhol José Manuel Pérez - e três pedestres.
Uma das medidas propostas é a adoção do limite de 450 cilindradas para as motos. Outra é a criação de um trajeto para as motos e outra diferente para os carros e caminhões.
O objetivo é impedir que os veículos maiores diminuam a visibilidade das motos ao levantar poeira nas dunas. Além disso, a adoção de trajetos diferentes evitaria uma colisão entre as motos e outros veículos.
Mas o próprio Fabrizio Meoni, poucos dias antes de sua morte, havia criticado as mudanças para dar mais segurança aos pilotos.
Ex-campeão do rali, Meoni reclamou da criação de "um corredor" para os motos que, segundo ele, faria o rali se restringir a uma simples prova de velocidade, sem dar espaço para o "instinto e a navegação".
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