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Brasileiros festejam participação no rali
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| Rogério Lorenzoni/Redação Terra |
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De volta ao País depois da disputa do Rali Dakar, a equipe brasileira comemorou os resultados obtidos, apesar de todas as dificuldades.
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Jean Azevedo tornou-se primeiro brasileiro a vencer uma etapa nas motos. O piloto, 30 anos, deixou para trás todos os pilotos de equipes de fábrica na etapa entre Kayes (Mali) e Tambacounda (Senegal).
Na classificação geral, Jean terminou em sétimo. "Em uma prova dura como foi o Dakar deste ano, é uma colocação excelente", disse o piloto, que já havia conquistado o quinto lugar no Dakar 2003, quando chegou a 1h45min do líder.
Este ano, a diferença para o vencedor, o francês Cyril Despres, caiu para 1h27min26seg.
"É um sinal que estou mais perto do topo e que tem muito piloto andando forte no Dakar", afirmou o tetracampeão brasileiros de Cross Country e quatro vezes campeão do Rally dos Sertões.
Entre os carros, um problema na embreagem durante a sétima etapa, entre Zouerate e Tichit, na Mauritânia, tirou Klever Kolberg e Lourival Roldan das primeiras dez posições. A dupla ficou 14 horas parada no topo de uma duna e caiu para a 56ª colocação.
Nas etapas seguintes, apenas com problemas corriqueiros como três pneus furados, Kolberg e Roldan subiram para a 17ª colocação, conquistando, inclusive, um sexto lugar na etapa entre Kayes e Tambacounda.
"Infelizmente, o problema na embreagem ocorreu no trecho de dunas, de onde foi muito difícil sair", disse Kolberg.
"Como foi nossa primeira prova com este carro, não tínhamos todo o conhecimento para tentar resolver o problema", lamentou Roldan. "Em todo o rali, foi o único senão do Pajero", afirmou o piloto, referindo-se ao veículo utilizado nas areias do deserto.
André Azevedo, Luiz Azevedo e o checo Mira Martinec também estiveram perto do topo entre os caminhões.
No entanto, uma falha de comunicação, assumida pela organização, levou o caminhão Tatra a uma pane seca na sétima etapa.
"Isso nos deixou muito triste, porque tudo estava caminhando para o pódio", disse André, vice-campeão da prova em 2003.
Após ficar 19 horas esperando por combustível, o trio despencou da 3ª para a 35ª posição.
No dia seguinte, longe dos primeiros lugares, a equipe resolveu não fazer a troca prevista de uma parte da suspensão dianteira.
Na nona etapa, entre Tidjikja e Atar, na Mauritânia, a peça quebrou e tirou da prova o caminhão produzido na República Checa.
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