Dakar 2005
Terça, 18 de janeiro de 2005, 17h50 
Brasileiros comemoram resultados no Rali Dakar
 
Galeria de fotos
Brasileiros festejam participação no rali
Rogério Lorenzoni/Redação Terra
Brasileiros festejam participação no rali
Clique na imagem para ver as fotos
 Últimas de Dakar 2005
» Mortes podem deixar Rali Dakar sem prova de motos
» Brasileiros comemoram resultados no Rali Dakar
» Rali Dakar pode ter mudanças para evitar tragédias
» Jean Azevedo é o melhor brasileiro no Rali Dakar
Busca
Busque outras notícias no Terra:
De volta ao País depois da disputa do Rali Dakar, a equipe brasileira comemorou os resultados obtidos, apesar de todas as dificuldades.

Veja galeria de fotos

Jean Azevedo tornou-se primeiro brasileiro a vencer uma etapa nas motos. O piloto, 30 anos, deixou para trás todos os pilotos de equipes de fábrica na etapa entre Kayes (Mali) e Tambacounda (Senegal).

Na classificação geral, Jean terminou em sétimo. "Em uma prova dura como foi o Dakar deste ano, é uma colocação excelente", disse o piloto, que já havia conquistado o quinto lugar no Dakar 2003, quando chegou a 1h45min do líder.

Este ano, a diferença para o vencedor, o francês Cyril Despres, caiu para 1h27min26seg.

"É um sinal que estou mais perto do topo e que tem muito piloto andando forte no Dakar", afirmou o tetracampeão brasileiros de Cross Country e quatro vezes campeão do Rally dos Sertões.

Entre os carros, um problema na embreagem durante a sétima etapa, entre Zouerate e Tichit, na Mauritânia, tirou Klever Kolberg e Lourival Roldan das primeiras dez posições. A dupla ficou 14 horas parada no topo de uma duna e caiu para a 56ª colocação.

Nas etapas seguintes, apenas com problemas corriqueiros como três pneus furados, Kolberg e Roldan subiram para a 17ª colocação, conquistando, inclusive, um sexto lugar na etapa entre Kayes e Tambacounda.

"Infelizmente, o problema na embreagem ocorreu no trecho de dunas, de onde foi muito difícil sair", disse Kolberg.

"Como foi nossa primeira prova com este carro, não tínhamos todo o conhecimento para tentar resolver o problema", lamentou Roldan. "Em todo o rali, foi o único senão do Pajero", afirmou o piloto, referindo-se ao veículo utilizado nas areias do deserto.

André Azevedo, Luiz Azevedo e o checo Mira Martinec também estiveram perto do topo entre os caminhões.

No entanto, uma falha de comunicação, assumida pela organização, levou o caminhão Tatra a uma pane seca na sétima etapa.

"Isso nos deixou muito triste, porque tudo estava caminhando para o pódio", disse André, vice-campeão da prova em 2003.

Após ficar 19 horas esperando por combustível, o trio despencou da 3ª para a 35ª posição.

No dia seguinte, longe dos primeiros lugares, a equipe resolveu não fazer a troca prevista de uma parte da suspensão dianteira.

Na nona etapa, entre Tidjikja e Atar, na Mauritânia, a peça quebrou e tirou da prova o caminhão produzido na República Checa.


 

Redação Terra