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De novo em alta, atleta "rebelde" não se arrepende de festas

20 fev 2010
09h01
atualizado às 09h19

Quatro anos após ser massacrado pela opinião pública americana na Olimpíada de Turim, Bode Miller voltou a brilhar no esqui alpino e já conquistou duas medalhas em Vancouver. De novo em alta, o veterano, 32 anos, nega se arrepender das "bagunças" realizadas na Vila Olímpica italiana.

Bode chegou a Turim 2006 como campeão mundial de super G e downhill - exatamente as duas categorias nas quais já subiu ao pódio em Vancouver -, mas saiu sem grandes resultados. Para piorar, deu ao menos duas declarações polêmicas no período, afirmando que costumava esquiar bêbado e que as duas semanas de competições haviam sido fantásticas por causa da "socialização" com os demais atletas durante as festas.

Quatro anos depois, o atleta já faturou uma prata e um bronze para se somar às duas pratas conquistadas em Salt Lake City 2002. Esses resultados fazem muitos americanos imaginarem: se o campeão tivesse levado a carreira mais a sério, não seria apenas o esquiador alpino com mais medalhas na história dos Estados Unidos, e sim um dos maiores de todos os tempos.

"Ninguém pode avaliar como está sua qualidade de vida ou como ela deveria ser", diz Miller, em resposta a esse questionamento. "Quando eu olho para trás, não me arrependo de nada. Aquilo era o que importava para mim", completa, em referência ao desempenho decepcionante de Turim.

Na realidade, o fracasso nos Jogos italianos chegou a pesar no astro, que se afastou da seleção americana por dois anos e meio antes de retornar, em outubro passado. Mesmo após tanto tempo longe das principais competições de esqui alpino, ele já tem conseguido se destacar no Canadá, onde entrará em ação ainda no slalom e no supercombinado.

"Bode é Bode. Ele não treina em todo o verão, volta e ganha duas medalhas. Só ele pode fazer isso", afirma Marco Buechel, 36 anos, de Liechtenstein, 30º colocado da prova do super G na última sexta-feira e velho conhecido do americano. "Se na Olimpíada de Torino você lhe diz para se focar, acho que às vezes ele faz justamente o contrário, só por diversão. Ele não gosta de autoritarismo".

Entenda a prova do super G do esqui alpino

Disputado em Olimpíadas desde 1988, a categoria super G do esqui alpino tem um percurso menor que o slalom gigante, mas exige a mesma precisão de manobras - são 30 a 35 mudanças de direção na prova, em média. Tudo isso em velocidades que variam de 110 a 120 km/h.

Diferentemente do downhill, os competidores não podem treinar na pista antes da prova. Apenas uma observação do local na manhã da disputa de medalhas é permitida para que os atletas possam tentar memorizar o trajeto. Cada esquiador tem uma chance de encarar a montanha. O mais rápido leva o ouro. A ordem de partida é determinada pelos resultados da Copa do Mundo da modalidade.

Jogos Olímpicos de Inverno no Terra

O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.

Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.

A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.

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Esqui alpino Super-G (M) - Final
Fonte: Terra
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