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Sucesso do Brasil pode fazer América do Sul ter outra Copa

27 jun 2014 12h50
| atualizado às 12h56
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Fifa admite possibilidade de países como Argentina e Colômbia receberem Copas do Mundo a partir de 2026
Fifa admite possibilidade de países como Argentina e Colômbia receberem Copas do Mundo a partir de 2026
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

A Fifa agora parece tão feliz com a Copa do Mundo no Brasil que não descarta voltar a realizá-la na América do Sul dentro de 12 anos. Pelo menos é o que afirmou Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, em briefing com a imprensa nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.

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“Essa Copa do Mundo provou que, sim, podemos voltar a ter uma Copa na América. Só não poderá ser em 2018 e 2022, mas para 2026 e 2030 já podem se candidatar. Colômbia, Uruguai... O Brasil está na rota do sucesso, e a Copa das Copas está no bom caminho para alcançar esse posto”, disse Valcke, num balanço da primeira fase da competição, ao lado do Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e do Diretor Executivo do Comitê Organizador Local, Ricardo Trade.

Mostrando a cara mais light da entidade, Valcke fez a entrega de três ingressos para a final do torneio a Joedir Sancho, 85 anos, morador da cidade de Conceição de Macabu (RJ), que escreveu à Fifa querendo doar para o futuro museu do futebol seu ingresso da final da Copa de 1950. A Fifa recebeu a carta de Joedir e decidiu presenteá-lo com ingressos para a final, já que em 1950, com a mãe doente, ele não pode ir até o Rio de Janeiro.

“Meus primos que moravam aqui compraram o ingresso, mas minha ficou muito doente e não consegui vir no jogo. Mas agora quero ir à forra daquele gol de Gigghia”, disse Joedir ao lado do neto Vinicius, que ganhou de Valcke a bola oficial da Copa de 2014.

Veja os bastidores do treino desta quinta-feira da Argentina:

Valcke falou rapidamente de alguns problemas enfrentados pela Fifa durante o mundial, como as imagens dos jogadores de Gana recebendo sua premiação (cerca de US$ 3 milhões) em dinheiro vivo em um hotel de Brasília.

“O que precisamos fazer para os próximos Mundiais é que haja acordo de pagamentos entre associações e jogadores antes. É muito triste que isso aconteça e que sejam imagens em dinheiro vivo. Isso tem que ser feito por transferência bancária. Não é a primeira vez que acontece, e vamos solicitar para o futuro que forneçam o contrato entre ambos antes dos mundiais. Eles têm o direito de receber em dinheiro, mas há uma via mais fácil”, afirmou.

Sobre a proibição à presença de Franz Benckenbauer no torneio por não ter declarado na comissão de ética, Valcke disse que, com a queda da sanção ao ex-jogador, cabe a ele decidir se vem ou não ao Brasil acompanhar o que resta da Copa do Mundo. “A Fifa adoraria vê-lo aqui, uma vez que sua seleção está na próxima fase, e pela importância dele no mundo do futebol. Ele decide se vem ou não”, disse.

Polêmicas

O dirigente comentou também sobre a notícia de que os membros do Comitê Executivo vão ter os salários dobrados ao invés de receberem bônus. “Estamos passando por reformas e fomos levados a ter comitês independentes e que tomam decisões sobre inclusive remunerações e isso tudo passa por auditoria”, comentou. “Não podemos ter comitês independentes e depois descumprir o que determinam. Eles determinaram que os salários dos membros do Comitê Executivo sejam desta foram e assim será feito”, disse.

Falando sobre casos de corrupção dentro da entidade, disse que estão sempre aplicando punições rigorosas, e lembrou que o Comitê de Ética, dirigida pelo americano Michael Garcia, é independente. “Somos contra qualquer pessoa que aja de forma incorreta dentro e fora do campo”.

Sobre o “desaparecimento” dele e de Blatter das imagens de TV durante as partidas, disse que tanto ele quanto seu chefe foram a 14 jogos cada um na primeira fase. “Não fomos tão vistos porque temos que dar prioridade ao aspecto futebolístico”, justificou-se. 

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Fonte: Terra
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