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Eslovena emociona e vira exemplo com bronze dramático

18 fev 2010
16h32
atualizado em 19/2/2010 às 08h49

Quando cruzou a linha de chegada na prova de esqui cross country sprint clássico, a eslovena Petra Majdic era a expressão humana da dor. Afinal, a competidora havia acabado de completar o trajeto de 1.4 km com dores intensas provocadas por uma queda ocorrida na sessão de treinamento. Mesmo assim, registrou o tempo de 3min41s e ficou a menos de 2 segundos da medalha de ouro, conquistada pela norueguesa Marit Bjoergen.

No entanto, o bronze conquistado não foi desmerecido pela eslovena. Muito pelo contrário. "Hoje, este não é um bronze", declarou a atleta de 30 anos sobre a primeira medalha olímpica. "Esta é um ouro com alguns diamantes sobre ele", completou, valorizando o desempenho dramático conseguido momentos antes, quando ela cruzou a linha de chegada e deitou em posição fetal, sinalizando intensa dor.

Majdic chegou a Vancouver como a esquiadora a ser batida, status que perdeu força quando ela machucou as costelas ao se acidentar durante um treino antes da fase de qualificação. Ela saiu do percurso e sofreu uma queda em uma curva acentuada, deslizando de costas sobre algumas pedras em uma rampa de três metros, quebrando um esqui e raspando o lado direito de seu torso. Naquele momento, pensou que seria o fim da disputa pelo ouro.

No entanto, Majdic insistiu em competir e, mesmo depois de ter sido levada ao hospital para uma sessão de raio-X (na qual soube que não tinha quebrado nenhum osso), voltou ao Whistler Olympic Park a fim de competir as quartas de final. Nesta fase, fez o melhor tempo e, mesmo com dores, classificou-se à semifinal. Pelo tempo registrado, chegou também às finais, quando, enfim, foi superada pelas adversárias e terminou com o bronze.

Terminada a prova, foi mancando até ao pódio para a cerimônia na qual seria consagrada com o bronze. Mesmo feliz, mal conseguia ficar de pé. Já na coletiva de imprensa, Majdic precisou até ser sustentada ao caminhar. Nenhuma dificuldade, porém, tirava dela o gosto de superação e vitória. "Estive lutando 22 anos por isso", declarou ao justificar o fato de não ter desistido de brigar por uma medalha, mesmo lesionada. Ela estava certa.

Entenda a prova individual de velocidade estilo clássico do esqui cross-country

Nesta prova, os esquiadores atuam no estilo mais lento, com passos alternados, em vez do livre, quando os esquis são deslizados. A competição começa com uma fase classificatória, na qual cada atleta entra em ação em intervalos de 15 segundos para uma volta de 1,2 km, no caso das mulheres, e 1,4 km no masculino.

Os 30 melhores desta etapa avançam às quartas de final. A partir daí, a prova passa a ser disputada no sistema "mata-mata", com seis esquiadores em cada chave. Esta é a categoria mais rápida entre as seis olímpicas do esqui cross-country. A velocidade chega a quase 40 km/h.

Jogos Olímpicos de Inverno no Terra

O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.

Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.

A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.

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Após queda feia, eslovena completa prova com dores
Fonte: Terra
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