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Cielo desabafa: "não existe piscina boa no Brasil"

25 ago 2010
18h18
atualizado às 18h45
Eduardo Carneiro
Direto de São Paulo

Acostumado a treinar na ótima estrutura da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos, Cesar Cielo se deparará com a realidade brasileira nos próximos meses. O nadador do Flamengo ainda não sabe onde se preparará para a etapa carioca da Copa do Mundo e o José Finkel, que também será no Rio, mas tem uma certeza: não será nas melhores condições.

"Hoje meu clube é o Flamengo, vou conversar para decidir onde vou treinar. Cheguei ao Brasil faz apenas algumas horas, ainda não sei de nada. A piscina do Flamengo ia entrar em reforma, pois estava rasa", afirmou o nmador em entrevista concedida nesta quarta em São Paulo.

Questionado se a piscina está em obras por ser ruim, Cielo foi enfático: "não existem piscinas boas no Brasil. Faltam coisas que nos Estados Unidos são básicas. Não tem marca no azulejo, você nada sem ver a borda", desabafou.

Cielo atuará no Brasil após não atingir as expectativas naquela que era considerada por ele próprio a competição mais importante do ano: o Pan-Pacífico, em Irvine, na Califórnia. O brasileiro conquistou o ouro nos 50 m borboleta, mas foi batido em duas provas que são suas especialidades: 50 m e 100 m livre. Tranquilo com o resultado, o nadador mandou um recado para a torcida.

"Posso ter recebido muita atenção por causa das minhas vitórias, mas sou isso que sou hoje por causa das minhas derrotas. Posso dizer ao Brasil que já passei por isso e vou dar a volta por cima", prometeu. O nadador ainda dividiu a culpa pelo resultado no Pan-Pacífico com o seu técnico, o australiano Brett Hawke, que na última segunda afirmou ser o responsável pela queda de rendimento do atleta.

"Todos tem culpa. Na natação somos um time. Ele teve culpa assim como eu, poderia ter sido pior. Faltou um planejamento melhor. Foi importante para o nosso aprendizado, pois aconteceu na hora que podia", afirmou, lembrando da importância das duas próximas temporadas. Cielo disputa o Mundial de Xangai em 2011 e a Olimpíada de Londres um ano depois.

Nadador se preocupa com falta de estrutura das piscinas no País
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Foto: Fernando Borges / Terra
Fonte: Terra
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