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Com nome mais difícil, Ronystony vê mistério em origem e gosta: "é bonito"

15 ago 2013
17h37
atualizado em 19/8/2013 às 16h08
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Não há na delegação brasileira que disputa o Mundial Paralímpico de Natação alguém com nome mais curioso do que o de Ronystony Cordeiro da Silva. Paraibano de São Miguel de Taipu, o atleta cadeirante continua a intrigar os companheiros por conta de um algo que é realmente um mistério: não se sabe de onde saiu esse nome. Mas o nadador gosta bastante e se diverte com a questão.

<p>Ronystony deveria se chamar Daniel, mas pais mudaram pouco antes do nascimento</p>
Ronystony deveria se chamar Daniel, mas pais mudaram pouco antes do nascimento
Foto: Washington Alves / Mpix / CPB / Divulgação

“Na verdade, meu pai fala que, quando eu nasci, meu nome ia ser Daniel, mas dois dias antes meus padrinhos acharam melhor colocar Ronystony. Ficou desse jeito mesmo e até hoje eu não perguntei o porquê disso”, contou o nadador. Há uma suspeita bem óbvia: uma homenagem à banda britânica Rolling Stones. O abrasileiramento é comum, o que faz nomes como Walt Disney se transformem em Valdisnei, por exemplo.

Ronystony nasceu em 19 de junho de 1980. No dia seguinte, os Rolling Stones lançaram Emotional Rescue, 22º álbum de uma carreira de então 16 anos. Boa parte dos principais sucessos já haviam sido lançados. Naquele ano, Emotional Rescue atingiu o topo das paradas dos Estados Unidos e da Inglaterra, indicativo de grande sucesso. “Pode ser porque naquela época eles estavam no auge, então meus padrinhos deram uma pitada de brasileiro no nome”, disse.

Há controvérsias, no entanto: os padrinhos do atleta não eram roqueiros. “Pelo pouco que eu vejo eles, não são mesmo”, contou. O próprio Ronystone tem mais da pitada de brasileiro do que da herança britânica. “Eu gosto de algumas músicas deles. Todas, não. Gosto mais de samba e pagode mesmo”, apontou. Isso não impede de gostar de seu nome, a ponto de passa-lo adiante, se possível.

“O pessoal fala que é um nome diferente e que ninguém esquece. Acho bonito sim. Se eu tivesse um filho homem, eu colocaria esse nome também. Mas como eu tenho duas filhas, não deu”, disse Ronystony, que não inventou muito ao escolher como chamaria as crianças: “uma é Julieli e outra é Grazieli”.

O repórter viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte: Terra

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