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Fã de F1, estrela canadense sonha em conhecer túmulo de Ayrton Senna

16 ago 2013
07h59
atualizado às 07h59
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Há no centro velho de Montreal uma loja de artigos de automobilismo na qual, na vitrine, se destaca um item: um boné com a assinatura de Ayrton Senna. Morto em 1994 durante o GP de San Marino, o ex-piloto ainda conserva muitos fãs na cidade canadense, que recebe uma das etapas da Fórmula 1 e na qual venceu duas vezes, em 1988 e 1990. Benoit Huot, grande estrela do Mundial Paralímpico de Natação, é uma deles, a ponto de sonhar em conhecer o túmulo onde o tricampeão está enterrado, em São Paulo.

<p>Benoit Huot&nbsp;se sagrou campe&atilde;o dos 200 m medley S10, vencendo o brasileiro Andr&eacute; Brasil, um de seus maiores rivais dentro d&rsquo;&aacute;gua</p>
Benoit Huot se sagrou campeão dos 200 m medley S10, vencendo o brasileiro André Brasil, um de seus maiores rivais dentro d’água
Foto: Getty Images

Benoit Huot tinha 10 anos quando Senna morreu. Naquele ano, usou as economias para comprar um ingresso para o GP de Montreal, no Circuito Gilles Villeneuve, marcado para 12 de junho. “Em 1º de maio de 1994, eu acordei de manhã para ver a prova. Era 7h da manhã no Canadá. Na 5ª volta, vimos o acidente, e foi isso”, disse o atleta, fazendo força para relembrar detalhes – na verdade, Senna bateu na 7ª volta após falha mecânica de sua Williams, acertando a curva Tamburello.

“Eu estava chorando. Por todo aquele ano, ele foi meu herói, mas não só isso: eu queria vê-lo pela primeira vez um mês depois aqui em Montreal, mas nunca tive a chance”, disse Benoit Huot. A paixão pela Fórmula 1 foi herdada do pai, com quem assistia às provas. Foi nessa mesma época, a partir dos 10 anos, que passou a competir com atletas sem deficiência, alcançando destaque. O canadense nasceu com deformações nos pés que o levaram à natação e, mais tarde, ao topo do mundo: tem 19 medalhas paralímpicas, sendo 9 de ouro.

<p>Canadense quer visitar o t&uacute;mulo de Ayrton Senna durante passagem pelo Brasil</p>
Canadense quer visitar o túmulo de Ayrton Senna durante passagem pelo Brasil
Foto: Getty Images

Em Montreal, se sagrou campeão dos 200 m medley S10 na quinta-feira, vencendo o brasileiro André Brasil, um de seus maiores rivais dentro d’água – apesar da grande amizade fora dela. Por conta disso, chegou a visitar o Brasil fora de períodos de competição, mas nunca conseguiu ir a São Paulo. “Nunca tive a chance de conhecer a cidade. Sei que o Senna está enterrado lá. Um dia, vou visitar o túmulo”, afirmou.

O repórter viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte: Terra
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