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Mundial Paralímpico de Natação: Brasil persegue recordes e ganha 5 medalhas

15 ago 2013
21h37
atualizado às 23h40
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A delegação brasileira que disputa o Mundial Paralímpico de Natação teve um dia de alta intensidade nesta quinta-feira, em Montreal, no Canadá. Os atletas conseguiram cinco medalhas, com dois recordes das Américas quebrados. A perseguição às melhores marcas já vistas ainda ficou no quase para Daniel Dias, único brasileiro a conquistar ouro no 4º dia de competições, e para Joana Neves, que acabou desclassificada.

“O recorde é uma motivação a mais, para mostrar a mim mesmo que o trabalho está sendo bem feito e que a gente está no caminho certo para chegar em 2016 e representar bem o País”, disse Daniel Dias, que venceu os 200 m medley S5 com tempo de 2min50s, acima da marca de sua própria autoria: 2min48s02, em Berlim, em 2011. “Foi bom, foi bem perto do recorde, mas faltaram alguns detalhes.”

Daniel, que até então havia nadado cinco provas, voltou à piscina horas depois para ajudar o revezamento brasileiro a ficar com a prata no 4x100 m livre. A medalha foi garantida com arrancada de André Brasil, que foi o último a nadar, saindo do 5º lugar para o 2º. Além deles, Phelipe Rodrigues e Ruiter Silva também participaram. A diferença para a equipe campeã, da Austrália, foi de menos de 1s.

“Eu gostaria de agradecer a todos aqui por a gente fazer um revezamento inesquecível”, exaltou André Brasil, seguido por Daniel: “foi uma prova incrível”. Os quatro posaram para fotos ainda ofegantes, cansaço que valeu a pena: o tempo de 3min51s64 se transformou no novo recorde das Américas para a prova.

Talisson Glock também se tornou o melhor dos continentes: foi prata nos 200 m medley S6, atrás apenas do britânico Sascha Kindred. Pela manhã, o brasileiro já havia quebrado o recorde das Américas. Para ficar com o segundo lugar, o fez de novo, cravando 2min44s85. “Fiquei muito satisfeito com a prova. Tinha nadado de manhã e vi que poderia melhorar à tarde, e é isso aí: recorde das Américas duas vezes”, comemorou.

O terceiro recorde do dia viria com Joana Neves, que terminou os 200 m medley S5 com a terceira colocação, naquela que seria sua terceira medalha no Mundial Paralímpico. No entanto, acabou desclassificada por questões de técnica no nado peito. Joana chorou muito e não se pronunciou sobre o que aconteceu. A delegação brasileira chegou a consultar a organização da prova, mas não contestou a marcação.

A outra medalha do dia ficou com André Brasil, prata nos 200 m medley S10 ao ser ultrapassado pelo ídolo canadense Benoit Huot. “Essa é uma prova em que a gente entra mais relaxado. Realmente, não tenho obrigação de nada. Não é uma prova em que sou favorito. Entro para brigar e me divertir com os meus amigos, e fiz isso hoje (quinta-feira)”, afirmou o brasileiro, que parabenizou o campeão canadense, com quem tem grande amizade.

Outros cinco brasileiros nadaram nesta quinta-feira em Montreal. Ítalo Pereira ficou em 8º lugar nos 100 m costas S7; Carlos Farrenberg terminou os 50 m livre S13 com o 4º lugar. Letícia Freitas foi 7º nos 50 m livre S13; Ronystony da Silva ficou com o 7º lugar nos 100 m livre S4; e Edênia Garcia acabou os 100 m livre S4 na 6ª colocação.

O repórter viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte: Terra
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