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Na natação, publicitária luta contra 30 centésimos para ir a Londres

8 out 2011
13h43
atualizado às 21h28
Marcelo do Ó
Vagner Magalhães
Direto de San Luis Potosí (México)

A brasileira Michelle Lenhardt vai para a disputa dos primeiros Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara (México), aos 31 anos. Em 2007, ela foi cortada em cima da hora do time que disputaria o Pan do Rio de Janeiro. No ano seguinte, entrou na equipe do revezamento 4 x 100 m também nos últimos momentos, após a colega Rebeca Gusmão ter sido flagrada em um exame antidoping.

E desta vez também correu risco de de ver o nome de fora da lista final. Formada em publicidade - profissão que quer exercer quando abandonar as piscinas -, ela ainda espera ir para os Jogos Olímpicos de Londres na prova dos 50 m livre e para isso tem duas chances para superar os 30 centésimos de segundo que a separam da marca a ser batida, de 25s20.

"A gente tem de classificar o revezamento da mesma forma que foi em 2008, mas eu estou a 30 centésimos dos 50 m livre. Estou brigando por essa vaga, por essa conquista, e tenho mais duas chances. Aqui eu não vou nadar essa prova. Então vai ser no Open do Rio de Janeiro e no Maria Lenk em 2012. Ali será minha última chance", diz.

Ela afirma que nas últimas competições tem sofrido com a mudança das regras nos momentos que antecedem as disputas. "Mudam a regra em cima do horário, aos 45min do segundo tempo, e a gente fica tenso, esperando uma resposta. Faz o treinamento direitinho, recebe a convocação, o uniforme, a passagem. Mas no final deu tudo certo, o COB conseguiu lutar pela gente e estou aqui para brigar pela medalha de ouro, fazer de tudo para classificar esse revezamento para a Olimpíada do ano que vem", afirma.

Apesar de o corte de Rebeca Gusmão ter sido decisivo na ida aos Jogos de Pequim - no revezamento 4 x 100 -, Michelle vê méritos próprios para a classificação da equipe brasileira.

"Não entrei na vaga da Rebeca. Ela teve a punição dela, foi banida. Eu classifiquei no revezamento em uma tentativa. Fizemos o índice no Maria Lenk em 2008, véspera da Olimpíada. Para mim não é uma substituição, eu caí na água para fazer esse índice. Então fomos lá para a água, quebramos o recorde sul-americano, obtivemos o 13º lugar em uma Olimpíada. Foi fantástico", afirma.

Ela conta que ainda não tem data para encerrar a carreira, mas que já sabe o que quer fazer quando o momento chegar. "São duas paixões. A faculdade de publicidade sempre foi um desejo. Depois de encerrar a minha carreira de nadadora pretendo trabalhar com isso. Amo a propaganda, amo a publicidade. Fiz estágio de três meses com 'atendimento' em uma agência. Então aquele papo de convencer um cliente, vender uma ideia..., adoro isso", encerra.

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Fonte: Terra

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