Cielo poderá competir em um novo estilo de nado no Mundial de Xangai
Foto: Satiro Sodré/CBDA/Divulgação
- Mônica Garcia
- Direto do Rio de Janeiro
Ninguém jamais cruzou uma piscina olímpica de 50m em tempo menor do que 20s91. Ninguém foi e voltou, completando 100m em menos de 46s91. Ambas as marcas foram estabelecidas por César Cielo, o homem mais rápido do mundo na natação. Contudo, passado quase dois anos das quebras de recorde, o nadador pode mudar o estilo.
A ideia não é abandonar a velocidade, que é natural a Cielo. Entretanto, a ênfase na musculação dada nos treinamentos do último ano pode abrir novas possibilidades. Cielo nadou duas vezes o borboleta no troféu Maria Lenk, realizado durante a última semana no Rio de Janeiro. Para pontuar para o Flamengo e no revezamento 4x100 medley, deixando o nado livre para o seu colega de Flamengo Nicholas Santos - a equipe do clube rubro-negro ficou com o ouro.
Nos 50 m borboleta, o resultado foi ainda melhor. Ouro e índice para o mundial. Agora Cielo avalia se vai passar a competir internacionalmente nessa categoria.
"Ainda estamos estudando se vou nadar essa prova durante o Mundial. Eu não decidi ainda por causa do revezamento, meu foco será sempre nadar e priorizar o revezamento do Brasil. Vai depender de encaixarmos um planejamento bacana, até para não chegar tão cansado nas provas individuais, mas ainda não decidimos nada", afirmou.
Para Cielo, a união da força muscular e velocidade está funcionando. Todavia, o brasileiro afirmou que se passar a competir no borboleta, terá que adequar sua rotina de treinamento. "Está fluindo bem, então ainda não sei se daqui para frente vou começar a focar um pouquinho no treinamento dela", afirmou.
Mesmo indeciso sobre a nova ênfase, Cielo valorizou o resultado: "Estou bem contente. Deve ter sido junto com a abertura do revezamento 4x50 livre o meu melhor resultado na competição".
Com seis medalhas no Maria Lenk, sendo cinco de ouro (50m livre, 50m borboleta, 4x50m livre, 4x100m livre e 4x100m medley) e uma de prata (100m livre), o recordista considerou a competição como mais uma etapa em sua preparação para o mundial. "Foi um treino que exigiu um pouco mais de mim, foi mentalmente dizendo, um desafio muito bom, porque é difícil nadar, competir com atletas de alto nível sabendo que eu tava um pouquinho inferior".
Ao contrário dos demais atletas, Cielo já tinha índice para o mundial nos 50 m e nos 100 m livre e não preparou seu treinamento para estar 100% no Maria Lenk, focando mais a preparação a um longo prazo para o mundial de Xangai, que ocorre em julho.
- Especial para Terra





