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Famoso pelas bebedeiras, esquiador dos EUA faz pazes com torcida

22 fev 2010
05h50
atualizado às 06h10

Uma das esperanças dos Estados Unidos na prova do supercombinado no esqui alpino, Bode Miller tomou conta das manchetes dos jornais americanos durante os Jogos de Inverno de Turim, em 2006.

No entanto, o atleta não figurava entre as matérias sobre as conquistas. Depois de conquistar duas pratas na Olimpíada anterior, em Salt Lake City, o esquiador teve uma participação apagada na Itália e colocou sua carreira em xeque ao se envolver em polêmicas com noites cheias de bebedeiras e chegar a admitir que havia competido embriagado.

Quando chegou em Turim, a sombra das duas pratas já deixava Miller com uma divisão entre a torcida que esperava resultados melhores e os outros que achavam que o atleta já estaria no seu limite. Após amargar resultados pra lá de insatisfatórios - contando um quinto lugar no downhill e não terminar provas como o slalom gigante e o supercombinado -, Miller foi totalmente desacreditado pela torcida, mídia e pelos próprios companheiros de equipe.

Para piorar ainda essa matemática, a temporada de 2010 começou com uma torção no tornozelo durante um jogo de vôlei. Mesmo longe de repetir o sucesso que teve nos campeonatos mundiais de 2003 e 2005, quando levou quatro medalhas de ouro, o esquiador intensificou seu treinamento a tempo de ficar com a equipe americana.

Contra todas as chances, Miller conseguiu fazer as pazes com sua torcida em Vancouver, no Canadá, durante os Jogos de Inverno de 2010, ao conquistar sua primeira medalha dourada na Olimpíada no supercombinado. Em entrevista ao jornal americano The Boston Globe, o atleta definiu seu feito como "inacreditável". Miller afirmou que teve sua atitude normal após cruzar a linha e ficou parado por um segundo para perceber "que não precisava pedir por mais nada".

O esquiador viu seu rendimento em Turim ficar longe do esperado e acabou com o nome estampado nos jornais envolvido com bebedeiras e festas. Desacreditado, Miller disse que mesmo com a pressão nunca duvidou de sua capacidade. Após a conquista em Vancouver, o esquiador afirmou que "se sentiu orgulhoso para o resto de sua vida por ter competido com 100% de seu coração".

Entenda a prova do supercombinado no esqui alpino

O combinado testa a habilidade do atleta para reunir a velocidade e os aspectos técnicos do esqui alpino. Pela primeira vez desde que voltou a fazer parte do programa olímpico, em 1988, o evento será composto de uma descida (downhill) seguido por uma corrida de slalom. Daí o nome "supercombinado".

Todos os esquiadores que terminarem a primeira corrida poderão disputar a segunda, independentemente das classificações. A ordem do downhill é definida por sorteio. Já no slalom, há uma inversão, com os 30 melhores da etapa inicial saindo de trás. A partir daí, o tempo combinado dos atletas é mostrado em uma tela. O esquiador com o melhor tempo combinado das duas provas é o novo campeão olímpico.

Jogos Olímpicos de Inverno no Terra

O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.

Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.

A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.

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Esqui Alpino (M) - Supercombinado - Final
Fonte: Terra
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