9 eventos ao vivo

Ainda suspenso, Cuca tenta se livrar de estigma

15 abr 2009
10h19

No domingo, na final da Taça Rio contra o Botafogo, Cuca não poderá estar no banco de reservas do Flamengo mais uma vez. Na terça, o pleno do TJD julgou o recurso do clube e manteve a decisão de punir o técnico (por 30 dias) e o goleiro Bruno (por dois jogos, já cumpridos). Com isso, ele só poderá retornar na última partida da final do Carioca, se o time rubro-negro passar pelo Botafogo, repetindo as últimas decisões. Vice com o alvinegro em duas ocasiões, Cuca tenta se livrar do estigma de não ser campeão.

» Ney Franco diz que título no rival Fla lhe deu projeção
» Reza de Cuca no vestiário pode aumentar suspensão
» Parreira prepara mudanças no Flu
» Veja as últimas do Flamengo

"Queria muito ter ganho antes, como eu quero vencer agora. É muito difícil chegar até uma final. Muitas equipes ficam pelo caminho. Tenho 45 anos e quero trabalhar até os 70. Vou disputar muitos títulos na minha vida", disse Cuca.

O treinador tem ainda uma possibilidade de dirigir o time no domingo. Até quinta, o advogado do clube, Michel Assef Filho, promete entrar com o pedido de conversão da pena em cestas básicas. Ele se baseia no fato que o treinador já cumpriu 50% do gancho.

Na terça, circulou na internet um vídeo no qual o treinador participava de uma corrente dentro do vestiário, momentos antes de o time subir o túnel do Maracanã, no jogo contra o Fluminense. Como cumpre suspensão, Cuca não poderia descer até o vestiário.

No domingo, das tribunas de honra, o treinador verá a torcida do time que dirigiu nos dois últimos anos. É a mesma que fez provocações, chamando-o de vice-campeão, na final da Taça Guanabara.

"Hoje, eu consigo ver a provocação de forma mais tranqüila. A torcida falou que sou vice porque estou dirigindo o rival", explicou Cuca.

"Trabalhei dois anos no Botafogo, onde diz grandes amigos. Gostaria de ter conquistado um título lá. Respeito o clube, mas quero ser campeão. A gente é adversário, mas não somos inimigos", analisou.

Técnico profissional desde 1998, Cuca ainda persegue seu primeiro título na função. Ele, porém, garante que isso não faz diferença na carreira.

"ão acho que perder dois campeonatos seja um estigma. Se eu ganhar, seguirei minha vida da mesma forma. Sou profissional", encerrou

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
publicidade