Flamengo

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03 de dezembro de 2012 • 18h46 • atualizado às 19h08

"Sem casa" após incêndio no Fla, Diego Hypolito admite preocupação

Diego e Rosicléia Campos manifestaram apoio à reeleição de Patricia Amorim
Foto: Daniel Ramalho / Terra
  • Direto do Rio de Janeiro
 

O ginasta Diego Hypolito manifestou preocupação com a possibilidade de ficar sem um local para treinar, depois do incêndio que destruiu parcialmente o Ginásio Cláudio Coutinho, na sede do Flamengo, na Gávea. Era lá que ele e toda a equipe de ginástica artística rubro-negra treinavam, até a última quinta-feira, quando o fogo consumiu o local.

Hypolito lembrou que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) mantém um local de treinos dentro do velódromo utilizado nos Jogos Pan-Americanos de 2007, mas ponderou que há planos de demolição do local para dar espaço a equipamentos do Parque Olímpico para os Jogos de 2016, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio.

“Estamos preocupados porque, por enquanto, estamos sem casa. E a nossa casa é o Flamengo. Tem que ver essa questão, independentemente de quem ganhe a eleição. Treinei minha vida toda aqui. O centro da seleção é novo, tem menos de um ano, mas vai ser demolido para a Olimpíada”, afirmou.

Hypolito está na Gávea participando da eleição do Flamengo. Com contrato firmado pelo clube, ele está impedido de votar, mas manifestou apoio à atual presidente, Patricia Amorim. Segundo ele, a dirigente promoveu uma “melhora muito grande dentro do clube”.

“A Patricia foi a pessoa que me trouxe para o Rio, tenho uma história muito grande com ela. Independentemente dos resultados que o futebol tenha obtido, tantos escândalos que aconteceram, ela foi forte e sempre conseguiu deixar o Flamengo inteiro”, opinou.

Ainda na visão do atleta, o clube está mais “limpo, bonito e bem cuidado”. Hypolito treina há 18 anos no Flamengo e tem contrato com o clube até o fim de 2012. Disse que, independente do resultado eleitoral, não imagina disputar por outra agremiação.

“Por mais que as pessoas de fora não vejam isso, porque avaliam pelo futebol, que é o carro-chefe, o clube também é feito de associados. Acho que tudo melhorou absurdamente aqui dentro da Gávea”, observou.

Rosicléia Campos, treinadora da equipe feminina de judô do Flamengo e da Seleção Brasileira, fez coro com o ginasta. Para ela, Patricia é uma excelente gestora, que entende as demandas dos esportes olímpicos.

“O sócio que frequenta a Gávea não tem como não votar na Patricia. Existe a Gávea antes e depois da Patricia. Ela mudou a estrutura. Os sócios que trazem seus filhos têm lugar decente para brincar, houve reformas super importantes nas instalações esportivas. O Flamengo não é só futebol. Tem também os esportes olímpicos, que dão visibilidade”, comentou.

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