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Flamengo

Tchau, capita! Léo Moura dá adeus ao Fla com choro e vitória

Gilvan de Souza / Flamengo/Divulgação
5 mar 2015
00h09
atualizado às 01h13
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Dez anos, 519 jogos e 47 gols depois, o lateral Léo Moura viu o refletor do Estádio do Maracanã apagar, mas as lembranças vão seguir vivas na memória. Aos 36 anos, ele deixa o Flamengo rumo ao Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos.

O dia 4 de março de 2015 ficou marcado como a despedida de Léo Moura com a camisa rubro-negra. Nesta quarta-feira, no Maracanã, o camisa 2 realizou a última partida pelo clube, que venceu o Nacional, do Uruguai, por 2 a 0. Confira como foi o jogo em detalhes.

Ídolo maior do Flamengo, Zico entregou placa a Léo Moura
Ídolo maior do Flamengo, Zico entregou placa a Léo Moura
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo/Divulgação

Para coroar as dez temporadas em que fez do Flamengo a sua segunda pele, o lateral recebeu uma série de homenagens na partida contra o Nacional. Antes do jogo, ele entrou em campo com as filhas e coberto por uma enorme bandeira em formato de coração.

Mascote do Flamengo na infância e fã do craque Zico, coube ao ídolo retribuir o carinho e entregar uma placa comemorativa ao camisa 2. Junto ao Galinho de Quintino, o neto Felipe entrou em campo com Léo Moura, como o dono da festa fazia quando criança.

A torcida fazia a festa e cantava o tempo todo "Oooooo... Léo Moura eterno!", emocionando o lateral. "Não esperava este carinho, foi muito importante esta passagem de 10 anos no Flamengo. Só tenho a agradecer por ter vivido tudo isso", agradeceu ele na saída do campo.

Jogador entrou em campo com familiares
Jogador entrou em campo com familiares
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo/Divulgação

Ao ser substituído aos 11min do segundo tempo e ouvir os gritos de "Fica, capitão", Léo Moura fez questão de dar um abraço em Pará, novo titular da lateral direita, e retribuir com aplausos e sinais de reverência aos torcedores. O zagueiro Wallace herdou a braçadeira.

O técnico Vanderlei Luxemburgo ganhou um forte abraço. No banco de reservas, visivelmente emocionado, Léo Moura colocou uma bolsa de gelo na panturrilha direita. Os dirigentes do Fort Lauderdale Strikers foram ao Maracanã ver o novo camisa 10 do time americano.

Pelo Flamengo, ele faturou duas Copas do Brasil (2006 e 2013), um Campeonato Brasileiro (2009) e cinco Estaduais (2007, 2008, 2009, 2011 e 2014). Léo Moura é o sétimo jogador que mais vestiu a camisa rubro-negra.  A vitória diante do Nacional foi o último capítulo da história do lateral e foi vista por 30.620 apaixonados (renda de R$ 938.355,00 e público pagante de 27.031).

 

Gols

Flamengo 1 x 0 Nacional-URU - 20min do primeiro tempo
Eduardo da Silva recebeu passe do lateral direito Léo Moura e bateu forte para abrir o placar.

Flamengo 2 x 0 Nacional-URU - 10min do segundo tempo
O meio-campista Luiz Antônio finalizou forte e acertou a trave! No rebote, Matheus Sávio ampliou.

Fala, capitão

As lágrimas e a voz embargada davam o tom de que o último capítulo estava sendo escrito. Léo Moura não conteve a emoção e a volta olímpica coroou as dez temporadas e os oito títulos conquistados com a camisa rubro-negra. E o jogador mandou um recado ao torcedor.

"É um até breve porque quero encerrar minha carreira com a camisa do Flamengo. Estou feliz e muito agradecido a Deus por viver este momento que não esperava. Quero voltar, não sei quando, mas para vestir a camisa do Flamengo. Quero só um jogo e terminar com a camisa do Flamengo, pois não me vejo vestindo outra camisa", avisou.

"Este carinho eu não esperava e faço questão de dar a volta olímpica para agradecer um a um. Procuro retribuir este carinho da melhor forma. Não tenho palavra para agradecer, mas eu é que tenho que agradecer (pausa e choro). Agradeço a Deus e a este público maravilhoso que sempre esteve ao meu lado quando mais precisei", retribuiu o jogador.

Os "ex-companheiros" fizeram questão de exaltar a postura do camisa 2. "Ele merece toda a festa que a torcida fez porque é um cara fenomenal e de um caráter excepcional. Léo Moura merece tudo que foi feito", ressaltou o zagueiro Bressan. "Por tudo que fez no Flamengo, isso é pouco. Ele viveu 10 anos e ganhou muitos títulos", lembrou o goleiro Paulo Victor. 

Novo clube
“Conheço o clube pelo site e pelas pessoas que trabalham lá, Vai ser um desafio grande e novo, o que me deu uma sobrevida grande no futebol. Espero estrear com o pé direito e ter sucesso como foi no Flamengo. Sempre quis dar um futuro para minha família e está pintando uma boa oportunidade para isso. Quero viver bem, desfrutar daquilo que não pude ter e vou dar o meu melhor por lá. Vou viver nos Estados Unidos pelos próximos três anos, mas vamos esperar o tempo passar. Sou movido a desafios e quero fazer história. Vou para ajudar o time a transformar esta liga como a MLS. Este foi o desafio passado e espero conquistar mais este desafio”.

Pará e os conselhos
“Fiz questão de dar um abraço no Pará e disse para ele ter paciência e focar nos objetivos, pois ele pode se tornar ídolo também no Flamengo. Ele tem futebol para isso e os companheiros têm que ajudar nesta conquista de espaço. Espero que tenha todo sucesso e ganhe títulos. Desejo aos meus companheiros toda a sorte do mundo”.

Emoção a caminho do Maracanã
“Vim chorando da concentração até aqui e mais ainda quando vi a torcida toda no portão. Quando entrei em campo, chorei mesmo, mas queria aproveitar os últimos momentos com a camisa do Flamengo vivendo este momento maravilhoso com os companheiros. Hoje, no ônibus, os jogadores falaram que sou exemplo. Isso me deixa emocionado e feliz porque sempre fui a mesma pessoa, humilde, sincera e que sempre ajudou aos que chegavam”

Homenagem do Zico
“Receber uma placa do Zico e um quadro que ele fez questão de fazer me deixou muito emocionado. Quando vestir a camisa 10 é para homenagear esta nação, que estará sempre comigo nestas dez temporadas”.

Agradecimento
“Não acreditei que tinha tanta gente. Vi o quando sou querido pela torcida e este jogo vai ficar marcado na minha vida. Foi emocionante e agradeço à diretoria e ao marketing por esta oportunidade. Não posso citar um só, não. Seria ruim da minha parte fazer isso. Dedico a todos por este momento, pois cada companheiro me ajudou a ter este sucesso. Diretores e treinadores também foram muito importantes. Entrei em um hall de jogadores que se despediram e agradeço a todos”.

Novo capitão
“A escolha é do treinador, que é quem define para quem vai ser o capitão. Ele, Paulo Victor, Cáceres e Alecsandro têm este espírito de liderança, mas no Wallace vai estar bem representada”.

Estilo moicano nos EUA
“O cabelo vai continuar o mesmo na terra do Tio Sam e espero ter este sucesso nos Estados Unidos”. 

Carinho da torcida

As redes sociais também registraram a data. No Twitter, a hashtag #aultimadomoicano virou um dos temas mais comentados mundialmente, tanto por flamenguistas quanto por torcedores rivais, que mostraram respeito pelo lateral. Confira o que a torcida está falando sobre o assunto:

Fonte: Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda
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