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Abel não considera cantos com "macaco" de torcida do Grêmio como racistas

15 mar 2014
19h56

Na onda de discussão sobre racismo por conta dos fatos recentes, os insultos contra Márcio Chagas e Arouca, um debate entre os próprios torcedores do Grêmio foi promovido por conta dos cânticos que citam a palavra "macaco" para se referir aos torcedores do rival Internacional. O técnico colorado Abel Braga não considera que os gritos do tradicional adversário signifique ofensas racistas.

- Não acho que tenha conotação racista. É um canto da torcida. Não tem a ver. O time do Grêmio tem negro. É uma festa. Acho muito legal estar no estádio e ver uma torcida que canta. Sou favorável a cantar. Não tem a ver com racismo - destacou Abelão.

A torcida Geral do Grêmio, principal grupo dos gremistas, tem algumas canções que citam a palavra. Por exemplo, com o verso: "chora macaco imundo, que nunca ganhou de ninguém". Um dos argumentos é de que o termo é utilizado porque os colorados "imitam" os torcedores do Grêmio. Na partida contra o Newell's Old Boys, desde a entrada da banda da Geral, os gremistas não entoaram nenhum cântico que utilizasse a palavra "macaco".

Pelo lado do Inter, os torcedores "compraram" o termo. Até pelo clube ser intitulado "do povo" e ter aceitado a presença de negros antes do rival azul. Durante os anos 90, absorveram o xingamento e passaram a utilizar o grito "Ah, eu sou macaco". Depois, o clube passou a utilizar a imagem de um macaco, chamado de Escurinho, como mascote, além do Saci. Nas arquibancadas do antigo Beira-Rio, era possível observar um torcedor que circulava pelas sociais com uma vestimenta de gorila.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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