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Após agredir jornalista, Miguel Herrera é demitido da seleção mexicana

28 jul 2015
16h56
atualizado às 19h10
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Miguel Herrera foi demitido nesta terça-feira da função de técnico da seleção mexicana de futebol, depois de agredir um comentarista no aeroporto da Filadélfia, nos Estados Unidos.

"Não é uma decisão simples. É complexo, mas mostra o que somos e, sobretudo, o que devemos ser", disse Decio de María, presidente interino da federação de futebol do país.

O agora ex-comandante da 'Tri' teria dado um soco em Christian Martinoli, comentarista da emissora de televisão "Asteca", nesta segunda-feira. Além disso, uma das filhas de Herrera, que viajava junto com a delegação, ainda teria empurrado e dado um tapa em Luis García, ex-jogador da seleção, que trabalha no mesmo canal.

"A violência não cabe mais na sociedade, na família e, muito menos, no esporte. Ninguém que queira se impôr com agressões, nem com ideias, nem com conceitos sobre o princípio da liberdade de expressão, pode ser membro da Federação Mexicana de Futebol", explicou De María.

O desentendimento entre Herrera e Martinoli começou depois da eliminação do México na Copa América. O jornalista acusou o técnico de passar mais tempo fazendo anúncios publicitários do que no banco de reservas.

Herrera assumiu o comando da seleção mexicana em novembro de 2013, em meio a crise pelo risco de não-classificação para a Copa do Mundo. O profissional assumiu para disputar a repescagem intercontinental, em que acabou vencendo a Nova Zelândia.

No domingo, o técnico conquistou o primeiro título com a equipe nacional, ao bater a Jamaica e ficar com o título da Copa Ouro. Ao todo, Herrera dirigiu a 'Tri' em 37 jogos, obtendo 18 vitórias, 12 empates e sete derrotas, com 63 gols marcados e 34 sofridos.

EFE   

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