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Dez anos em momentos: veja a carreira de Messi no Barcelona

16 out 2014 09h56
| atualizado às 14h38
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Nesta quinta-feira, um dos maiores gênios da história do futebol completa dez anos de carreira profissional. Foi em 16 de outubro de 2004 que Lionel Messi fez sua estreia oficial pelo Barcelona, com apenas 17 anos, em um clássico catalão contra o Espanyol. Era o início de uma trajetória que, uma década depois, já soma seis títulos espanhóis, três europeus, dois mundiais, quatro prêmios de melhor do mundo e mais de 400 gols. E ainda não terminou...

"Quero agradecer a toda minha família, meus amigos, companheiros de clube e ao staff do FC Barcelona por todo seu apoio durante esses 10 anos incríveis. Eu sempre me diverti em campo, usando essas cores, vivendo momentos incríveis e estou sempre tentando melhorar e ganhar mais títulos por esse time. Um abraço a todos!", publicou o argentino em seu Facebook.

Relembre o momento mais mágico de cada ano de Messi no Barcelona:

2004: estreia oficial contra o Espanyol

Foto: Lluis Gene / AFP

Messi já havia jogado um amistoso contra o Porto no ano anterior, mas foi em 16 de outubro de 2004 que o pequeno argentino estreou em jogos oficiais – e logo em um clássico catalão contra o Espanyol. Com 17 anos e 114 dias, ele se tornou o mais jovem atleta a defender o Barcelona no Campeonato Espanhol, recorde que seria quebrado em 2007 por Bojan Krkic. O então camisa 30 entrou no fim do jogo, no lugar de Deco.

2005: primeiro gol com passe de Ronaldinho

Foto: Lluis Gene / AFP

A primeira das mais de 370 redes balançadas com a camisa do Barcelona aconteceu em 1º de maio de 2005, em partida contra o Albacete. O lance envolveu aquele que seria uma espécie de "mentor" para Messi em seus primeiros anos: o brasileiro Ronaldinho, que deu belo passe para o argentino tocar com categoria para encobrir o goleiro – uma finalização que se tornou sua especialidade. Ele se tornou o jogador mais jovem a fazer um gol pelo Barça, e em 2007 deu o passe para que Bojan quebrasse seu recorde novamente.

2006: brilho contra o Chelsea em Londres

Foto: Adrian Dennis / AFP

O ano de 2006 foi difícil para Messi – ele teve uma lesão muscular em abril que o tirou do fim da temporada, e não jogou a final da Liga dos Campeões em que o Barcelona venceu o Arsenal. Mas antes de se machucar, o argentino teve seu primeiro desempenho memorável da carreira, daqueles que mostram que um legítimo craque está nascendo. Ele não fez gol, mas distribuiu dribles e passes na vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea em Stamford Bridge, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. E ainda precisou escapar das pancadas: uma delas, do espanhol Del Horno, resultou em expulsão e uma marca de 20 centímetros na coxa de Messi.

2007: gol de placa contra o Getafe

Foto: Bagu Blanco / Getty Images

Já firmado como titular absoluto do Barça, Messi teve grandes momentos em 2007, como os três gols contra o Real Madrid pelo Campeonato Espanhol. Mas o auge tem que ser o golaço marcado contra o Getafe na Copa do Rei. Pegando a bola no meio-campo, ele driblou cinco jogadores em uma arrancada espetacular, escapou também do goleiro e finalizou com pouco ângulo, em um lance incrivelmente parecido com a pintura de Maradona contra a Inglaterra, na Copa de 1986. A partir daí, nenhum outro prodígio argentino seria chamado de "novo Maradona".

2008: centésimo jogo pelo Barcelona

Foto: Jasper Juinen / Getty Images

A temporada 2007/08 foi o fim de uma era para Messi: a última com Ronaldinho como astro e Frank Rijkaard como técnico. A última como coadjuvante – pelo menos no papel, pois na prática ele já chamava mais atenção que o brasileiro, já entrando em uma fase mais tímida na carreira. Em fevereiro de 2008, Messi alcançou uma marca histórica: contra o Valencia, completou 100 jogos oficiais pelo Barcelona. E no meio do ano, herdou a camisa 10 e recebeu Pep Guardiola como treinador. Seria o começo de uma disnastia.

2009: protagonismo na primeira final europeia

Foto: Laurence Griffiths / Getty Images

Aos 21 anos, Messi já era considerado por muitos o melhor jogador do mundo e fazia cada vez mais gols, depois de Guardiola movê-lo da ponta direita para a função de atacante central, revezando com Eto'o. Para provar isso, porém, precisava destronar o atual melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, craque do Manchester United. E na final da Liga dos Campeões de 2009, foi o que Messi fez: marcou de cabeça o gol decisivo do triunfo do Barcelona por 2 a 0. O time catalão acabou a temporada campeão de tudo.

2010: quatro gols contra o Arsenal para ultrapassar Rivaldo

Foto: Shaun Botterill / Getty Images

Cada vez mais mortal e impressionante com a camisa do Barcelona, Messi começou a demolir recordes. Nas quartas de final da Liga dos Campeões contra o Arsenal, o camisa 10 marcou todos os quatro gols na vitória por 4 a 1, pela primeira vez na carreira. O feito fez com que Messi ultrapassasse o brasileiro Rivaldo como maior artilheiro do Barça na competição. Mas bicampeonato europeu não veio por causa da aplicação tática da Inter de Milão de José Mourinho na semifinal.

2011: a final perfeita contra o Manchester United

Foto: Jasper Juinen / Getty Images

A temporada 2010/11 foi o ápice do super-Barcelona de Guardiola. Comandado por Messi, Xavi e Iniesta, o time jogou seu melhor futebol e chegou a ser considerado um dos maiores da história. No centro de tudo, o camisa 10 argentino brilhou como nunca. Fez um golaço na semifinal da Liga dos Campeões contra o Real Madrid. Mas a decisão, de novo contra o Manchester United, foi um passeio: o placar apontou 3 a 1, mas a superioridade dos espanhóis, e de Messi acima de todos, foi nítida durante o jogo.

2012: cinco gols contra o Leverkusen

Foto: Jasper Juinen / Getty Images

O Barcelona parecia uma máquina imbatível, e Messi continuava cada vez melhor: em fevereiro de 2012, nas oitavas de final da Liga dos Campeões, ele fez inacreditáveis cinco gols em um só jogo, na vitória por 7 a 1 sobre o Bayer Leverkusen, um recorde da competição. O encanto do Barça foi quebrado na semifinal por um ultradefensivo Chelsea, mas Messi teve um ano individual espetacular, marcando 86 gols em 2012 e quebrando um antigo recorde do alemão Gerd Müller.

2013: quarta Bola de Ouro seguida

Foto: Gonzalo Arroyo Moreno / Getty Images

Em janeiro, Messi recebeu sua quarta Bola de Ouro consecutiva – a primeira vez na história em que um jogador foi eleito o melhor do mundo por quatro anos seguidos. O argentino continuou fazendo gols em ritmo inacreditável, mas o Barcelona foi eliminado de forma surpreendente na semifinal da Liga dos Campeões de 2012/13 pelo Bayern de Munique, com um placar agregado de 7 a 0. Messi, sofrendo com problemas físicos, pouco pôde fazer no duelo, e perdeu o trono de melhor do mundo para Cristiano Ronaldo.

2014: maior artilheiro da história do Barça

Foto: Alex Caparrós / Getty Images

Em março, Messi anotou três gols contra o Osasuna em uma vitória por 7 a 0 no Campeonato Espanhol e se tornou o maior artilheiro da história do Barcelona, ultrapassando os 369 gols de Paulino Alcántara. Não falta mais nada para o argentino conquistar no clube catalão. O ritmo de gols pode já não ser o mesmo do início da carreira, mas enquanto vai se tornando um jogador mais cerebral, Messi mostra que ainda tem condições de brilhar por mais outra década com a camisa do Barça.

Fonte: Terra
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