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'Artilheiro' Márcio Araújo marca, mas Verdão só empata com o Mogi Mirim

10 fev 2013
21h46
atualizado às 21h47

Quem precisa de Barcos quando se tem Márcio Araújo? Em meio à turbulência (mais uma) que tomou conta do Palmeiras na última sexta-feira, por conta da saída do atacante argentino para o Grêmio, o destaque improvável do Verdão no Paulistão deu as caras novamente. Contudo, ao contrário dos dois últimos jogos, quando foi às redes e o Alviverde venceu, o gol de Márcio Araújo neste domingo foi incapaz de dar mais um triunfo ao time, que empatou por 2 a 2 com o Mogi Mirim, no Romildão.

Com o tento anotado diante do Sapão, o volante chegou a três no Paulistão e agora divide a artilharia do time na temporada com o zagueiro Henrique e o já ex-palmeirense Barcos, que se transferiu para o Grêmio.

O jogo

O Palmeiras iniciou bem a partida, trabalhando a bola no campo de ataque e jogando a defesa do Sapão cada vez mais para perto de sua própria área. Com Wesley se movimentando bastante pelo meio e Maikon Leite se deslocando com velocidade no lado direito, o gol parecia cada vez mais próximo para a equipe de Gilson Kleina.

Gol que saiu em uma pancada do volante Márcio Araújo que, de longe, colocou a bola no ângulo direito de Daniel, após boa jogada na intermediária. Vitória parcial merecida, visto o que os visitantes criavam de oportunidades e, consequentemente, o que o Mogi deixava de criar em razão da postura extremamente defensiva.

Depois de abrir o placar, o Verdão seguiu pressionando os donos da casa, mas sem o mesmo ímpeto dos primeiros 25 minutos. Dessa forma, o Mogi, com a necessidade de se lançar mais à frente para tentar chegar ao empate, manteve mais a bola no pé e passou a chegar no campo de ataque com mais facilidade.

Porém, ainda desorganizados - apostando principalmente em bolas pelo alto e passes longos - os comandados de Dado Cavalcante passaram a tentar a sorte em chutes de longa e média distância. Tática que iria dar resultado posteriormente.

Mesmo com a melhora do Mogi, o Palmeiras seguia com mais posse de bola e mais perigoso. Porém, os alviverdes não contavam que um chute que parecia tranquilo se tornaria um problema para o Palmeiras. Roni arriscou de longe e Fernando Prass, na tentativa de espalmar para o lado, acabou não conseguindo bom contato com a bola, que passou entre suas mãos e morreu no fundo do gol.

Para a volta do intervalo, Gilson Kleina precisou tirar Maikon Leite, que foi para o vestiário com dores após uma trombada com um adversário. Dessa forma, o técnico promoveu a entrada de Vinícius, mas o substituto não conseguiu dar a mesma velocidade que o titular vinha imprimindo ao ataque palmeirense. Com Caio mais centralizado e Vinícius tentando cair pelos lados, o Palmeiras ficou estático do meio para frente.

Wesley, que havia trabalhado a bola com o mínimo de qualidade no primeiro tempo passou a prendê-la e partir em jogadas individuais, mas sem sucesso. O volante poderia ter batido a gol em pelo menos duas boas oportunidades próximo à área, mas preferiu o drible e acabou sendo desarmado com facilidade.

Quem não tinha nada a ver com a queda de rendimento do Palmeiras na partida era o Mogi Mirim, que iniciou a etapa complementar ligeiramente recuado assim como na primeira, mas melhor nos contra-ataques do que nos 45 minutos iniciais.

E foi justamente em um contra-ataque que os donos da casa chegaram à virada. A zaga do Mogi deu um chute despretencioso para frente e, após furada de Wendell, Wagner carregou até a grande área alviverde. Na primeira finalização, Fernando Prass conseguiu fazer grande defesa mas, no rebote, Roni foi à rede novamente e colocou o Sapão na frente.

Com o baque do segundo gol, o Palmeiras se lançou à frente de forma desesperada para tentar igualar o marcador. Contudo, a magia de Márcio Araújo parecia ter sido deixada toda no golaço marcado no primeiro tempo e nem o herói e novo artilheiro conseguia criar algo inspirador.

Seria na base do abafa que os comandados de Gilson Kleina chegariam ao empate. Souza, que havia entrado no lugar do centroavante Caio, tentou tabelar mas seu passe acabou sendo desviado pela defesa do Mogi. Na volta, o volante arriscou de fora da área e deixou tudo igual no Romildão.

Cabeça na Libertadores

Na próxima quinta-feira, o Palmeiras estreia na Copa Libertadores contra o Sporting Cristal (PER), no Pacaembu. Já o Mogi Mirim volta a jogar no próximo sábado, pelo Paulistão, visitando o União Agrícola Barbarense, na Toca do Leão.

FICHA TÉCNICA

MOGI MIRIM 2 X 2 PALMEIRAS

Local: Romildão, Mogi Mirim (SP)

Data e hora: 10/2/2012, às 19h30 (horário de Brasília)

Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)

Assistentes: Rogério Pablos Zanardo (SP) e Leandro Matos Feitosa (SP)

Cartões amarelos: Lucas Fonseca, João Paulo e Magal (MOG); Denoni e Wesley (PAL)

Cartões vermelhos: Não teve

GOLS: Márcio Araújo, aos 11'1ºT (0-1); Roni, aos 31'1ºT (1-1); Roni, aos 24'2ºT (2-1) e Souza, aos 31'2ºT (2-2);

MOGI MIRIM: Daniel, Roniery, Lucas Fonseca (Wesley Ladeira, Intervalo), Tiago Alves e João Paulo; Magal, Val (Waguininho, aos 17'2ºT), Carlos Alberto (Roger Gaúcho, aos 36'2ºT) e Wagner; Roni e Henrique. Técnico: Dado Cavalcante

PALMEIRAS: Fernando Prass, Wendell, Maurício Ramos, Henrique e Juninho; João Denoni (Ronny, aos 28'2ºT) , Márcio Araújo, Wesley e Patrick Vieira; Maikon Leite (Vinícius, Intervalo) e Caio (Souza, aos 16'2ºT). Técnico: Gilson Kleina

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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