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Artilheiro na Seleção, Zico passa em branco em Copas do Mundo

Terra faz uma série de cinco reportagens em homenagem aos 60 anos de Zico. Saiba tudo sobre o craque, desde a infância, passando pelas glórias no Flamengo, até o caminho trilhado após encerrar a carreira

3 mar 2013
09h21
atualizado às 10h00
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Ídolo incontestável no Flamengo, Zico não teve o mesmo status na Seleção. Mesmo sendo um dos maiores artilheiros com a camisa verde e amarela, o craque rubro-negro não conseguiu conquistar os principais títulos que o Brasil disputou na era Zico, como a Copa do Mundo e a Copa América. Com a camisa do Brasil, Zico teve atuações memoráveis, mas o time sempre bateu na trave na hora das conquistas. Ao todo, Zico fez 88 jogos e marcou 66 gols pela Seleção em jogos oficiais.

<p>Na Copa de 86, Zico foi apontado por muitos como vilão após eliminação diante da França, nas quartas de final</p>
Na Copa de 86, Zico foi apontado por muitos como vilão após eliminação diante da França, nas quartas de final
Foto: AFP

Zico liderou a inesquecível equipe que disputou a Copa de 1982, apontada como franca favorita para levar o Mundial daquele ano, mas que parou na Itália de um inspiradíssimo Paolo Rossi. Ao lado de grandes jogadores como Falcão, Sócrates, Leandro, Junior e Éder, Zico era o principal jogador daquele time que encantou o mundo, especialmente no período pré-Copa, entre 81 e meados de 82.

<p>Zico fez parte da equipe verde-amarela que encantou o mundo na Copa de 1982. Título, porém, ficou com a Itália</p>
Zico fez parte da equipe verde-amarela que encantou o mundo na Copa de 1982. Título, porém, ficou com a Itália
Foto: AFP

"Numa Copa do Mundo, os jogos mata-mata são diferentes. Se jogar mata-mata num dia em que as coisas não dão certo, você pode ser eliminado. E foi o que aconteceu. Naquele dia, a gente não jogou bem, a Itália aproveitou melhor as chances e venceu o jogo", afirma Zico.

Zico disputou ainda as Copas de 1978 e 1986. Na primeira, terminou a campanha de forma invicta, mas ficou apenas em terceiro lugar. Em 86, mesmo depois de operar o joelho após grave contusão, fez um grande esforço, e mesmo sem condições clínicas efetivas, integrou o grupo que foi ao México.

Saiu do banco de reservas nas quartas de final diante da França, e perdeu um pênalti no tempo normal. Com o jogo finalizado com o empate por 1 a 1, converteu sua cobrança na decisão por pênaltis, mas o Brasil acabou sendo eliminado.

"Eu deveria ter seguido a 'luzinha' que batia na minha cabeça, que pediu duas vezes para não ir. Mas é o tal negócio, você está envolvido, e jogar uma Copa é o que todo jogador quer", observa Zico.

Quando ainda surgia no mundo do futebol, Zico teve, talvez, a maior frustração de sua carreira por causa da Seleção. O jogador foi uma das principais armas da equipe que, em 1971, garantiu a vaga para os Jogos Olímpicos do ano seguinte, em Munique, na Alemanha. Zico, no entanto, acabou preterido na convocação final. Frustrado, ele foi para casa e deixou de aparecer no Flamengo por dez dias. "Foi uma tristeza grande, foi a única hora que eu quis parar de jogar futebol", lembra.

Frustração com a Seleção quase fez Zico parar de jogar; veja

Fonte: Terra

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