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ASA e Campinense lutam por título inédito na Copa do Nordeste

9 mar 2013
18h04
atualizado às 18h14

A inesperada final da Copa do Nordeste entre ASA e Campinense começa a ser disputada neste domingo, às 16h, no Estádio Municipal de Arapiraca, em Alagoas.

As duas equipes não estavam entre as cotadas para jogar a decisão, mas surpreenderam com ótimas campanhas e chegaram pela primeira vez à final do torneio.

– A ficha ainda não caiu. Entramos em uma competição com clubes tradicionais como Bahia, Vitória, Sport. E chegamos quietos. Fomos o terceiro melhor time da primeira fase e agora estamos na final. Queremos muito este título – declarou Canindé, técnico do Campinense, em entrevista ao LANCE!Net.

Em Arapiraca, o sentimento não é diferente. Caso o título fique com o ASA, será a maior conquista que um clube de Alagoas já alcançou no futebol.

– Em um campeonato que tem times de tradição, de capitais importantes do pais, e a final é feita por dois clubes do interior de seus estados, é normal que as cidades se incedeiem. Temos de manter os pés no chão, pois foi a humildade que nos trouxe até aqui. Se conseguirmos o título será histórico para ASA, para Arapiraca e para Alagoas – disse o treinador Leandro Campos ao LANCE!Net.

Ordem das finais agrada aos treinadores

Os técnicos de ASA e Campinense gostaram da ordem das finais. A Raposa do Nordeste terá a oportunidade de decidir o campeonato com o apoio da torcida no Amigão, no próximo domingo. Em casa, foram quatro vitórias e um empate na Copa do Nordeste.

– A principal questão de jogar em casa é a torcida. Nós também fizemos ótimos jogos fora e não tivemos uma campanha melhor por detalhes nas partidas. Para a final, eu gosto de jogar o segundo jogo em casa. Nós podemos estudar o adversário na primeira partida e na segunda, além de conhecer melhor como eles vão jogar, nós teremos o apoio dos torcedores – comentou Canindé.

Porém, do outro lado, estará um time que eliminou ABC e Ceará na fase mata-mata, empatando a primeira em casa e ganhando a segunda no estádio do adversário.

– É uma grande vantagem decidir em casa. O apoio da torcida, a casa lotada é muito contagiante para o time. Porém, como todos viram, nós conseguimos duas classificações, nas quartas e nas semifinais, empatando em casa e ganhando a segunda fora. Então não será uma situação nova para o nosso time e, por isso, acredito que podemos sair com o título – disse Leandro Campos.

Bate-Bola

Leandro Campos

Técnico do ASA

Vocês já se colocavam como candidatos ao título no inicio do campeonato?

Nós entramos na competição com a ambição de ir em frente. Os clubes não começam já pensando em ser campeão. Nós fomos passo a passo, passamos de fase, das quartas e chegamos na final, passando cada obstáculo de uam vez. O que eu posso dizer é que tudo o que planejamos nós alcançamos.

É difícil segurar os ânimos para um final tão importante para história do clube?

Eu tive uma experiencia parecida com o ABC em 2010. Nós tinhamos acabado de ganhar a Série C, um título importantíssimo para a história do clube e do estado, e chegamos à final contra o Vitória. Não conseguimos o título por detalhes. O Vitória fio duas vezes no gol e ficou com o título.

Mas aquele ano foi mais fácil pois alguns times jogaram o Nordestão com os reservas. Este ano não, todos deram atenção máxima, foi um campeonato muito divulgado, atraiu imprensa e todos deram o máximo.

Qual você acha q foi o diferencial?

É dificil de analisar com poucas palavras a historia de um time numa competição. Acho que a estrutura do clube, o apoio e confinça da diretoria, a vontade dos atletas foram fundamentais. Tivemos problemas no elenco, perdemos jogadores por lesão mas a união do grupo contribuiu para o nosso rendimento.

Oliveira Canindé, treinador do Campinense

Vocês imaginavam chegar tão longe ?

A gente sempre espera o melhor possível dentro de uma competição. Mas é claro que, num campeonato onde tem equipes melhor estruturadas e com alto investimento, e nó com um elenco modesto, chegar onde chegamos é realmente uma surpresa.

Qual o diferencial do Campinense?

Nós temos atletas jovens, que estão empolgados em mostrar o seu valor para o futebol e também temos atletas mais experientes. Então é como se nós trabalhássemos em busca de sonhos, o clube vice a mesma expectativa dos jogadores. Além disso, os atletas mais novos deixaram os experientes no banco. A empolgação deles é ajudada pelo não estrelismo dos mais velhos, pois eles aceitam a reserva tranquilamente. Eles têm a consciência que o impartante é o coletivo.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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