Brasil 2014

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Segunda, 29 de outubro de 2007, 15h34  Atualizada às 16h37

Para Blatter, só fim do futebol no Brasil pode ameaçar 2014

Allen Chahad
Vagner Magalhães
Direto de Zurique
EFE

Joseph Blatter não teme uma CPI envolvendo Corinthians e MSI
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O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta segunda-feira que a Copa do Mundo de 2014 dificilmente não será realizada no Brasil. Ele sugeriu que a única coisa que impediria o País de ser sede é se o futebol brasileiro acabasse.

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O Comitê da Fifa irá anunciar nesta terça-feira se o Brasil, candidato único, será o organizador da competição após 64 anos.

O presidente da entidade afirmou que não teme uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para investigar os negócios do Corinthians e o parceiro MSI.

"Amanhã vamos ouvir a candidatura de 2014. Um grupo de inspeção visitou o País e nos fez um relatório detalhado. Os casos de investigações não têm nada a ver com isso, podem ser resolvidos depois paralelamente. O único problema seria se o futebol não fosse mais jogado no Brasil. Você consegue imaginar isso?", perguntou Blatter.

No entanto, a informação não é novidade. Em entrevista exclusiva ao Terra, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, declarou que a CPI sobre a parceria não tem a menor influência no Mundial no País.

O problema da CPI, segundo Teixeira, é que usem a comissão como subterfúgio para investigar a conduções dos negócios da Fifa no processo de organização da Copa de 2014.

A entidade máxima no futebol tem ojeriza a intervenções governamentais e não se submeteria a uma quebra de sigilo em seus negócios.

Perguntado se como candidato único o Brasil só poderia perder para ele mesmo, Blatter explicou seu ponto de vista.

"O Brasil só pode ser batido por ele mesmo se continuar exportando tantos jogadores, eles se naturalizarem e todas as seleções do mundo jogarem apenas com jogadores brasileiros".

Redação Terra