Brasil 2014

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Quinta, 1 de novembro de 2007, 12h35  Atualizada às 14h38

Estudo critica torneiras e aponta focos de dengue em estádios

Rodrigo Prada/Divulgação

Maracanã apresentou falhas para portadores de necessidades especiais
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Um estudo realizado pelo Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), apresentado nesta quarta-feira em São Paulo, apontou diversas falhas em 29 estádios brasileiros, alguns que concorrem para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, entre eles, a presença de torneiras "gastadoras" e a ocorrência de possíveis focos de dengue.

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Entre as irregularidades constatadas pela comissão da Sinaenco, que realizou visitas nos estádios, estavam sanitários inadequados, vestiários em péssimas condições e falta de manutenção que poderiam gerar acidentes.

Outro ponto bastante criticado das instalações dos estádios visitados foi visão prejudicada das cabines de imprensa e de alguns setores das arquibancadas.

Um dos estádios com presença certa no Mundial e que deve ser confirmado para receber a cerimônia de abertura, o Estádio do Morumbi, foi detectada a presença de torneiras que permitem o desperdício de água e favorecem a inundação dos sanitários.

Em outro dos principais estádios do País, a Arena da Baixada, considerado dos mais modernos, a comissão apontou falhas na água do fosso, entre o campo e as arquibancadas, e que favorece a proliferação de mosquitos transmissores da dengue.

O Estádio do Maracanã, principal estádio da Copa de 2014 e que deve ser palco da final, também não escapou das críticas da comissão. Segundo o relatório, o cartão postal carioca tem dimensões insuficientes no setor de portadores de necessidades especiais.

O representante mineiro no Mundial de 2014, que receberá o clássico Brasil x Argentina em junho do ano que vem, pelas Eliminatórias da Copa de 2010, teve uma grande lista de problemas apontados.

Entre eles, foi detectada a presença de arames próximos aos torcedores, o que pode gerar graves acidentes. O relatório descreve o fato com certa ironia: "Cenário de guerra? Ou de espetáculo?".

Confira os problemas de alguns dos estádios do Brasil citados no relatório:

Estádio Cicero Pompeu de Toledo (Morumbi) - SP
Cabines de imprensa com visão prejudicada;
Boca de acesso a arquibancada - sem guarda-corpo de segurança;
Armaduras expostas na laje do anel superior;
Sistema adotado para separar setores da arquibancada prejudicam a visão da área de jogo;
Bancos corridos de madeira, não recomendados pela Fifa;
Sanitário de público em condições precárias: mictório em posição inadequada prejudica o fluxo de entrada e saída no sanitário;
Torneiras gastadoras permitem o desperdício de água e favoreceml inundação do sanitário;
Trinca na estrutura da escada de acesso a arquibancada;
Piso do vestiário de árbitro em péssimo estado

Estádio Vivaldo Lima (Vivaldão) - AM
Ausência de guarda-corpo: risco de queda;
Vestiário precário;
Pouco espaço para circular entre as fileiras;
Piso sem manutenção;
Escada sem peitoril de segurança

Estádio Mané Garrincha - DF
Local adaptado para câmeras de TV

Estádio Serra Dourada - GO
Assentos inadequados, sem encosto e fixados de forma não ergonômica;
A vegetação prejudica a visibilidade neste setor;
Número elevado de cadeiras sem circulações intermediárias;
Pouca altura nas bocas de acesso e falta de guarda-corpo;
Armaduras expostas, enferrujando, prejudicam estrutura

Estádio Pedro Pedrossian (Morenão) - MS
Falta de manutenção;
Base da torre de iluminação - livre acesso pelo público;
Sanitário em condições precárias;
Acesso ao campo muito estreito;
Banco de reservas inadequado

Estádio José Fragelli (Verdão) - MT
Enorme distância entre o campo e a arquibancada;
Grandes com pontas e lanças;
O maior fosso do Brasil não tem nada a favor;
Bilheterias muito inseguras

Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) - MG
Banco de reservas precário;
Estruturas de pilares e molas foi implantada na frente dos espectadores prejudicando a visão da área de jogo;
Arames próximos aos torcedores;
Os placares foram instalados sobre a arquibancada, prejudicando muito a visibilidade de grande parte das arquibancadas;
Visibilidade prejudicada;
Circulação no meio da arquibancada prejudica a visibilidade e favorece agressões e quedas sobre os espectadores das fileiras inferiores;
Sanitário com instalações em péssimas condições;
Sanitário precário;
Setor destinado para obesos com cadeiras com dimensões inadequadas;
Ventilador sem proteção na sala de aquecimento dos jogadores

Estádio do Mangueirão - PA
Estádio foi preparado para o atletismo e agora tem que se readaptar ao futebol;
Grades prejudicam visibilidade neste setor

Estádio Arena da Baixada - PR
Configuração prejudica a visão nos jogos vespertinos;
Água no fosso favorece mosquitos transmissores da dengue;
Torres de circulação proporcionam oito pontos cegos no gramado

Estádio Jornalista Mario Filho (Maracanã) - RJ
Visibilidade prejudicada nas primeiras fileiras atrás das cabines;
Setor de Portador de necessidades especiais tem dimensões insuficientes;
Sanitários com torneiras gastadeiras

Estádio Orlando Scarpelli - SC
Sombra provocada pela cobertura das arquibancadas prejudica transmissões de TV;
Sala para coletiva com poucos recursos;
Sinais de infiltração nos pilares de arquibancadas;
Entrada do túnel de acesso ao campo com piso escorregadio, escada com variação de altura do degrau

Redação Terra