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Quinta, 29 de novembro de 2007, 12h19 Planejamento não é o forte do Brasil, diz ministro |
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O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil não tem como forte em sua cultura o planejamento. Presente no Encontro Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Enaenco), que tem como tema deste ano o "Brasil antes e depois da Copa 2014", Orlando Silva ressaltou que é importante mudar essa característica na organização da Copa do Mundo.
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Ministro reafirma: Governo
não gastará com estádios
"O planejamento não é o ponto forte da nossa agenda. Se fizermos uma análise, ela vai denunciar que temos condições muito distantes das exigidas pela Fifa", afirmou o ministro, que destacou a importância de aproveitar a oportunidade para o País crescer não só na parte esportiva, mas na saúde, segurança, educação, entre outro serviços.
De acordo com Orlando Silva, o Brasil já passou por um ensaio do que vai ser a organização da Copa com a disputa dos Jogos Pan-Americanos. No entanto, a dimensão de um Mundial de futebol dificultará o trabalho.
"Uma Copa do Mundo envolve contatos diretos e trabalhos entre os governos federal, estadual e prefeituras. Já tive essa experiência no Pan, que foi só no Rio de Janeiro e não foi fácil", disse.
"Agora multiplique isso por 12 cidades e 12 estádios, fora as cidades que vão receber as seleções na preparação para a Copa. Por isso é muito importante que façamos um planejamento detalhado", completou.
Já o presidente do Sindicato de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, acredita que o Brasil tem condições de superar as expectativas na realização da Copa. A organização comandada por ele fez um relatório apontando falhas em 29 dos estádios brasileiros.
"O futuro não precisa repetir os erros do passado. O tempo é mais do que suficiente para atingirmos as exigências. Portugal fez 10 estádios e se preparou em três anos para a Eurocopa", lembrou.