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Sexta, 23 de maio de 2008, 17h11 Ministério projeta duplicar número de turistas em 2014 |
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Impulsionado pelo anúncio oficial da Fifa confirmando o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, o Ministério do Turismo já iniciou os projetos para receber a principal competição do futebol mundial e pretende dobrar o número de estrangeiros que visitam o País nos próximos seis anos.
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Durante anúncio do Plano de Mobilidade Urbana desenvolvido para 11 cidades brasileiras, realizado na última segunda-feira, em São Paulo, a ministra Marta Suplicy afirmou que espera receber cerca de 10 milhões de turistas durante a competição e admitiu que, no momento, o País não está preparado.
"Para 2014 vamos receber muito mais, porém hoje nós não estamos preparados para isso", disse a petista, que afirmou que o Brasil recebe hoje cerca de 5 milhões visitas de estrangeiros por ano e prevê elevar esse número para 8 milhões até 2010.
Mostrando empolgação com a possibilidade de ver o Brasil entrar na rota de viagens internacionais após o Mundial, Marta reconhece que ainda está muito distante de países mais desenvolvidos como França e Espanha, que recebem cerca de 64 milhões de turistas por ano, mas vê a oportunidade como uma chance única.
"A Copa é um evento esportivo grandioso e é a chance de o País entrar na indústria do turismo de primeiro mundo. E acho que em 2014 estaremos prontos", disse a ex-prefeita de São Paulo.
Porém, Marta acredita que as metas do Ministério do Turismo podem esbarrar na crise da aviação brasileira, que depende muito das linhas aéreas internacionais.
"Infelizmente, você não tem turismo sem avião", disse a ministra, que adiantou que deve encaminhar um estudo detalhado sobre as condições dos aeroportos nacionais e irá se reunir com os ministérios das Cidades e dos Transportes para debater o tema.
"O Ministério do Turismo não executa, ele planeja. Vamos realizar um estudo junto com o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) sobre sustentabilidade da aviação nacional, de quantas linhas serão possíveis. A nossa parte é entregar os estudos com as mudanças que devem ser feitas", completou.